“Relato de estupro poderia ter sido verdade e é isso que nos preocupa”, diz reitor da UFG

Orlando Amaral fala sobre insegurança no Campus Samambaia no dia em que polícia desmentiu estudante que denunciou estupro

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Amaral, usou as redes sociais da instituição, nesta sexta-feira (17/6), para se pronunciar acerca da denúncia de estupro na universidade, no dia em que a polícia concluiu que os relatos de um aluno sobre o caso teriam sido, na verdade, “inventados”.

Em um vídeo, o reitor diz que a reitoria já tomou conhecimento sobre o possível falso testemunho do estudante, mas ressalva que permanece real os problemas de insegurança no Campus Samambaia.

“Aparentemente, o relato não corresponde a realidade e a história teria sido inventada. Mas poderia ter sido verdadeira, e é isso que nos preocupa”, diz o reitor.

Orlando também informa que vem acompanhando de perto o caso, mas não comenta qualquer eventual punição ao aluno de Relações Públicas, que denunciou o suposto estupro.

Estudantes ocupam, desde quarta-feira (15), a reitoria da universidade para pedir maior segurança no campus. Sobre a manifestação, Orlando afirma que continua tendo toda a disposição para aprofundar o debate no campo acadêmico e diz contar com a participação dos alunos.

“O fato da história não ter sido verdadeira não muda a disposição da reitoria em aprofundar esse debate, e a participação das estudantes é essencial para que a gente consiga constituir uma universidade melhor”, finalizou.

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Ricardo Grillo

Concordo plenamente com a postura o Reitor.
Realmente não poderia ser outra.
Mas o uso político de uma suposto fato, também tem de ser investigado, já que o que se comenta é que tudo foi arquitetada para angariar votos a um grupo que concoría ao Centro Acadêmico.
Alguém investigou está situação?