Reitor defende papel social da UEG no desenvolvimento do interior do Estado

Professor Antonio Cruvinel afirma que presença da universidade mantém estudantes próximos de casa, evitando êxodo para capital e esvaziamento de regiões interioranas

Com cerca de 17,5 mil alunos matriculados, a Universidade Federal de Goiás está presente em 39 cidades de Goiás, o que inclui todas as oito macrorregiões do Estado. Com a penetração no interior, a universidade ajuda a fortalecer municípios que, sem oportunidade de educação local, poderiam ser esvaziados pelo êxodo de estudantes. É nesse sentido que o reitor da UEG, Professor Antonio Cruvinel, defende a importância do papel social da universidade nos ambientes em que se instala.

“66% dos nossos alunos vêm de escola pública. Às vezes não tinha perspectiva de universidade e vem para o curso superior sendo o primeiro da família a formar, consegue transformar a realidade da casa”, afirma o reitor. Esse, segundo ele, é um dos motivos que ainda mantém o vestibular como forma do aluno ingressar na universidade.

O reitor destaca que para muitos estudantes, especialmente, em camadas de poder aquisitivo menor, a possibilidade de estudo no ensino superior soa tão distante que eles nem chegam a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não faz porque pensa no processo nacional e não acredita que possa ser aprovado. Diferente das grandes universidades do país, a UEG está ali, bem próxima”. Além disso o reitor também destaca que, estando num exame nacional, a universidade colocaria as vagas nesse patamar, o que certamente elevaria o ponto de corte e reduziria a perspectiva de ingresso de goianos das regiões específicas atendidas pela universidade.

A UEG também pode ter papel importante para valorizar as regiões em que ela está instalada, especialmente por oferecer a oportunidade gratuita de estudo no interior, sem a necessidade de um êxodo para a capital, onde o volume de universidades é maior. Conforme explica o reitor, antes as pessoas eram obrigadas a sair da cidade, pela ausência de oportunidades. “Sem ensino, você manda todos os alunos para outro lugar. É uma forma de acabar com a cidade”, afirma.

Outro importante destaque social da universidade fica com a Bolsa Permanência oferecida para alunos em situação de dificuldade financeira. A bolsa tem como objetivo propiciar a permanência de estudantes da UEG nos cursos de graduação presencial, por meio de um auxílio de R$ 500 – conforme o último edital do benefício – que pode ser utilizado para custeio de despesas como aluguel social, transporte e alimentação, além das despesas com as atividades acadêmicas. “Desenvolvemos o programa de bolsas porque tínhamos aluno que estudava, mas não conseguia tirar uma cópia, por exemplo. Temos casos de aluno com renda per capita de R$ 180 na casa, então é uma bolsa que ajuda”, explica.

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