Reitor da UFG garante que semestre não será suspenso

Universidade enfrenta problemas no orçamento, mas Orlando Amaral explicou que o Ministério da Educação firmou compromisso de repassar verbas até setembro

Foto: Sarah Teófilo

Centro da UFG cheio de estudantes e professores durante assembleia convocada pelo reitor Orlando | Foto: Sarah Teófilo

Bruna Aidar e Sarah Teófilo

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Amaral, garantiu em Assembleia realizada nesta terça-feira (18/8) que o semestre não será suspenso. De acordo com ele, a UFG enfrenta problemas de orçamento, e possui verbas até o mês de setembro. Entretanto, após deliberações com o Ministério da Educação (MEC), o órgão garantiu o repasse necessário para que a universidade continue funcionando.

Orlando explicou que o MEC se reuniu com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a qual faz parte, e os reitores fizeram seus pedidos quanto aos repasses. Como a expectativa é de que a situação se regularize após setembro, não há necessidade de suspender o segundo semestre letivo. “Se até lá a promessa não for cumprida, aí sentaremos e conversaremos de novo”, disse.

"Essa não é a primeira nem a última crise que enfrentamos", afirmou o reitor | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

“Essa não é a primeira nem a última crise que enfrentamos”, afirmou o reitor | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Em uma apresentação de slides, o reitor mostrou as contas da universidade, e o que é necessário para concluir o ano: R$ 40 milhões, o valor que foi cortado. “Na verdade, é uma restituição”, disse Orlando. Conforme os números apresentados, são necessários R$ 25 milhões para custeio (terceirizações, energia, água, telefone, material de consumo, entre outros) e R$ 15 milhões para investimento (obras).

Ao mesmo tempo que esta negociação ocorria, reitores tiveram que discutir o orçamento de 2016. Orlando disse que a proposta inicial do governo era de um reajuste em cima do orçamento de 2015 com cortes. Como os reitores das universidades federais não aceitaram, ficou decidido que o reajuste será no orçamento total de 2015, ampliado em 10%.

Sobre o pedido de professores do comando de greve e alunos que apoiam o movimento grevista de suspender o calendário acadêmico, Orlando disse isso nunca foi feito, e que assim como em outras greves, o calendário será discutido ao final da paralisação dos professores, deflagrada no início de agosto.

Fala-se que existem movimentos dentro da universidade que tentam descredibilizar a greve das categorias, por um posicionamento político em relação ao governo federal. Uma das formas de assim fazer, conforme a estudante de Farmácia e integrante do Centro Acadêmico do curso, Lauriana Vieira, é não suspendendo o calendário acadêmico. “Se continuar correndo, alguns professores que tentam furar a greve podem continuar dando aula. Com isso, estudantes podem reprovar, ou futuramente ficar com duplo calendário.”

Vários estudantes questionaram a fala do reitor. Dentre eles, o estudante de mestrado em Direito Agrário da instituição, Roniery Machado. “Ele fala que até lá teremos verba. Mas promessas não cumpridas nós já temos aos montes. Não podemos sair da greve sem esse repasse”, disse, no palco do Centro de Cultura e Eventos, onde ocorreu a assembleia.

Na assembleia, um dos integrantes do comando de greve, o professor Márcio Rocha, da Faculdade de Artes Visuais da UFG e coordenador do curso de Design Gráfico, reiterou que a paralisação da categoria não tem data para acabar. O reitor afirmou que a Andifes tem canal aberto para conversar com o MEC. “E a associação se dispõe a intermediar essas manifestações entre as categorias e o governo.”

 

2 respostas para “Reitor da UFG garante que semestre não será suspenso”

  1. Avatar The monio disse:

    Trabaiar que é bom ninguem quer né? Seje comunista, viva mamando nas tetas do governo SIM!

  2. Avatar Alis disse:

    E estudar também não quer não né? Ainda mais um pouco da língua portuguesa!

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