‘Regime de Recuperação Fiscal é um remédio muito amargo’, diz Lissauer Vieira

O deputado afirmou ainda não ter sido convencido da necessidade do regime pela equipe técnica do Governo e que está buscando outras soluções menos traumáticas para o setor produtivo

Lissauer Vieira afirma estar sendo procurado por empresários preocupados com o regime | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSB), diz não se sentir convencido da necessidade do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Apesar de a Assembleia caminhar para aprovação da autorização para o Governo do Estado comunicar ao Governo Federal a intenção de entrar no regime, Lissauer Vieira lembra que o RRF vem com exigências e que é um “remédio amargo”. 

Uma das questões que preocupa o deputado é a redução de incentivos fiscais necessária para se adequar ao programa. “Reduzir incentivos fiscais é reduzir empregos, oferta de produtos no mercado, poder de competitividade de nossas indústrias. Tenho recebido muitas ligações de empresários preocupados com isso”, afirmou Lissauer Vieira. Além da redução de incentivos, o presidente da Assembleia lembra que para entrar no RRF é necessário autorizar a venda de estatais, o que também provoca desemprego no Estado.

Por todas essas questões, Lissauer Vieira afirma não ter sido convencido pela secretária da Economia, Cristiane Schmidt, e pela equipe técnica do governo. Ainda restam seis meses para a decisão final sobre entrar no RRF ou não e, até lá, o deputado afirmou que buscará uma alternativa menos traumática. “Já estamos procurando outras medidas. Precisamos de um fôlego de seis meses para não pagar a dívida com bancos da Federação, e isso nós já estamos fazendo. É mais uma vez o poder legislativo ajudando o governo do Estado a se manter”.


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