Reformas de imóveis em Goiás podem ficar até 15% mais caras em 2027, diz SindusCon-GO
30 outubro 2026 às 15h32

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Os custos de reformas de imóveis devem continuar subindo em 2027, com aumentos que podem variar de 6% a 12% e chegar a 15% em alguns casos, segundo Carolina Lacerda, diretora de Comunicação Social do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (SindusCon-GO).
Em entrevista ao Jornal Opção, Carolina afirmou que a pressão sobre os preços deve continuar tanto nos materiais de construção quanto na mão de obra. Entre os fatores que podem contribuir para os reajustes estão as mudanças na jornada de trabalho, a reforma tributária e os custos do setor acima da inflação.
“Quando a gente fala desse aumento, ele giraria em torno de 6% a 12%, em alguns casos até 15%, considerando alteração de jornada, reforma tributária e a pressão dos custos acima da inflação”, explicou. Segundo a diretora, algumas indústrias já começaram a repassar os custos relacionados às mudanças na jornada de trabalho.
Ela citou empresas que anunciaram aumentos médios de 6% nos preços dos materiais. A mudança também pode afetar o custo da mão de obra e, consequentemente, o preço final dos serviços contratados pelos consumidores. O aumento dos custos já aparece nos indicadores do setor.
De acordo com Carolina, o Custo Unitário Básico da Construção (CUB) em Goiás chegou a R$ 2.858,23 por metro quadrado em setembro de 2026. O indicador acumulou alta de 5,29% no ano e de 7,05% em 12 meses, segundo os dados apresentados pela representante do SindusCon-GO.
Os materiais de construção exerceram maior pressão sobre os custos no primeiro semestre. Depois, os preços se mantiveram em patamares mais próximos dos registrados anteriormente. A mão de obra, por sua vez, teve um reajuste mais expressivo no meio do ano, associado à atualização salarial da categoria.
Entre maio e setembro, o valor da hora de trabalho de um pedreiro passou de R$ 13,64 para R$ 14,46, uma alta de aproximadamente 6%. “Os dois” componentes pesam no orçamento, afirmou Carolina, ao ser questionada sobre o que mais pressiona os custos das obras e reformas.

Materiais dependem do mercado externo e do frete
Além dos reajustes salariais, os preços de materiais também sofrem influência de fatores externos e dos custos de transporte. Carolina citou itens de plástico e aço entre os produtos que podem sofrer pressão de preços, especialmente por sua relação com o mercado internacional e com o frete.
Segundo ela, a indústria goiana depende da compra de diversos insumos de outros mercados, o que deixa os custos sujeitos a oscilações externas. A expectativa, portanto, é de que os materiais continuem pressionando o orçamento das reformas ao longo de 2027.
Outro fator que pode influenciar os preços é a implementação da reforma tributária. Segundo Carolina, os efeitos dependerão da forma como as novas regras serão operacionalizadas e de como cada empreendimento se enquadrará no novo sistema.
A diretora avalia que as mudanças também podem incentivar a formalização de profissionais e empresas que atualmente trabalham na informalidade. “Se hoje a gente consegue contratar um pedreiro na pessoa física, pagar lá R$ 100, R$ 150 na diária, a gente vai ver isso subir, porque a formalidade vai ser incentivada através da reforma tributária”, afirmou.
Na avaliação dela, a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários pode tornar a contratação de empresas formalizadas mais atrativa para determinados serviços. Com isso, os consumidores que recorrem a profissionais autônomos para pequenas obras e reparos também podem sentir os efeitos da mudança.
“Cada vez que você for fazer o serviço de bico ou pegar uma pessoa para fazer o serviço, ele vai custar mais caro”, disse Carolina. A diretora recomendou que os consumidores considerem a contratação de empresas formalizadas ao planejar reformas, levando em conta os custos e as condições de cada serviço.
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