Reforma da Previdência: Goiânia recebe ato da Greve Geral

Movimento é contra a reforma, cortes na educação, desemprego, privatizações e desmonte da Seguridade Social

Foto: Reprodução

A Greve Geral em Goiânia prevê ato público nesta sexta-feira, 14, às 10h, no coreto da Praça Cívica, seguida de caminhada até a Praça do Trabalhador. Estão previstos atos em mais de 30 cidades goianas em adesão ao movimento que reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos estudantis.

A Greve Geral convocada por dez centrais sindicais de várias regiões do país, segundo os organizadores, é uma reação dos trabalhadores diante do corte de seus direitos fundamentais, tendo como pauta unificada a luta contra a reforma da previdência, os cortes na educação, o desemprego, as privatizações e o desmonte da Seguridade Social.

Adesão

Em Goiás estão unificadas pela greve as centrais sindicais CTB, CUT, CSP Conlutas, Força Sindical, Intersindical, CSB e UGT; as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e o Fórum Goiano Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT-GO), dirigentes das centrais informaram que no estado de Goiás vão paralisar as suas atividades quase 100% dos trabalhadores em educação da capital e grande parcela dos trabalhadores em educação do estado.

Na UFG e nos Institutos Federais (IFs) a deliberação das categorias é pela participação ativa na greve. Os trabalhadores dos Correios de todo o estado, metalúrgicos de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Catalão, e os bancários também participarão da greve, assim como os urbanitários da Saneago e da Enel (antiga Celg).

Povo nas ruas

“Nossa luta é contra essa reforma da previdência, por mais recursos para a educação e pelo desenvolvimento e crescimento econômico com geração de riquezas e empregos, que é o grande problema do Brasil hoje, com mais de 30 milhões de pessoas sem nenhuma renda no país”, defende o presidente da CUT Goiás, Mauro Rubem.

Para o coordenador do Fórum Goiano Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, João Pires, o efeito da luta do povo nas ruas tem incomodado. “A greve geral vai dar um recado forte: não aceitamos que mexam no direito da população se aposentar! Os privilégios estão nos empresários que sonegam e pagam poucos impostos, está nos bancos com taxa enorme de juros, com exploração que querem fazer com a previdência do povo”.

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