Reforma da Previdência chega ao plenário em versão “mais fácil de explicar à população”

Proposta foi aprovada pela comissão em maio e desde então recebeu alterações para atrair maior apoio da base aliada

Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Aprovado em maio pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer pode finalmente chegar ao plenário na próxima semana.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) convocou sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (27/11) para começar a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em plenário. A expectativa é de que a primeira votação ocorra na primeira semana de dezembro.

O texto que os mais de 500 deputados vão analisar, porém, é diferente daquele apreciado pela Comissão Especial no primeiro semestre. Após meses sem conseguir acordo com a base aliada no Congresso, o governo cedeu e o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da matéria, apresentou na semana passada uma versão mais amena do texto.

Para o deputado goiano Heuler Cruvinel (PSD), o novo teor é menos restritivo e agora o governo tem condições de aprovar a reforma. “O Governo quer aprová-la e tem condições de aprovar, principalmente quando diz que não irá mexer com quem ganhar até dois salários mínimos”, ressaltou.

O novo texto retirou os trabalhadores rurais da reforma, mantendo os benefícios atuais, e também retirou o trecho que estabelecia redução do valor de um salário mínimo mensal pago a idosos sem aposentadoria e a deficientes com baixa renda.

Entre os principais pontos da nova proposta, estão a fixação de idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, como estava no texto original, sendo que professores e policiais passam a cumprir exigência de 60 anos e 55 anos, respectivamente, sem distinção de gênero.

O parlamentar avalia que, com as alterações, os deputados da base ganham mais argumentos para justificar a PEC, que tem grande desaprovação popular. “Ganhamos discurso e condições para aprovar essa reforma da Previdência, para que o Brasil não tenha que pagar tanto pela aposentadoria. Com certeza é uma reforma mais fácil de explicar para a população”.

Também mirando a opinião pública, após as alterações, o governo também tem investido mais em publicidade no rádio, TV e redes sociais. Para ser aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC precisa receber voto favorável de dois terços do plenário, ou 308 deputados em dois turnos.

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Robert

Se e bom para o pais porque Os ilustres Deputados não apoiam, Parece que para eles quanto pior melhor , e o povo que se dane. Se e necessria , o povo nao e burro ele entendera, assim como entendera quem esta contra so para nao ficar com imagem mal, o que arranha a imagem E A CORRUPÇAO.

SERGIO Ricardo

Querem passar a perna no povo.

jerri

Diga-se: “Reforma da Previdência chega ao plenário em versão “mais fácil de ENGANAR à população” não adianta, o que querem é ferrar o povo. Provilégios são dados a parlamentares, a grandes empresários, agronegocio, juizes…e querem colocar o servidor publico como bode expiatório….VERGONHA

Roberto

Concordo plenamente. Não voto em quem é favor dessa enganação.

Helenita

Não concordo com essa reforma da previdencia,principalmente para os professores.Esses políticos nunca entraram em uma sala de aula.Totalmente inviável estar em uma sala de aula aos 60 anos.E que regra de transição e essa? Sou professora da rede publica com regime próprio. Totalmente indignada.

adir da silva moraes

por que não explica para o povo , que formula de calculo que esta embutida na proposta tira 30% do valor integral dos beneficios.

VALDE VALTA VIEIRA DE FARIA

Essa reforma se fosse boa para o povo não estaria tendo resistência dos parlamentares. Essa é mais uma enganação ao povo brasileiro. O fator 85/95 com sua progressão, conforme foi criando é o suficiente para resolver o problema da previdência. Só porque foi o PT que criou, aí não tem valor!……