Modelo de contratação de servidores adotado no Reino Unido foi sugerido ao Brasil pelo Banco Mundial (Bird) em relatório sobre a folha de pagamentos do setor público brasileiro

Foto: Tânia Rêgo Agência Brasil

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (PSL) avalia proposta para adoção no Brasil de modelo do Reino Unido de contratação de servidores profissionais para níveis mais elevados de uma carreira. A ideia está sendo analisada pelo time do ministro da Economia, Paulo Guedes, e foi sugerida pelo Banco Mundial (Bird) em relatório sobre a folha de pagamentos do setor público brasileiro.

De acordo com o Bird, é possível atrair profissionais mais bem qualificados do setor privado que podem trazer inovações e novas perspectivas. Com a “entrada lateral”, o concurso não é para o início da carreira, mas para o topo. O Bird defende contratações mais flexíveis.

Segundo informações do Estado de S. Paulo, o diagnóstico do Banco Mundial é que essa estrutura, combinada com progressões atreladas apenas ao tempo de serviço público, faz com que servidores que chegam ao topo das carreiras não sejam necessariamente os mais bem preparados para ocupar a função. No Brasil, a junção de carreiras exigiria o reenquadramento dos servidores em um novo quadro salarial, com equiparação da remuneração entre os membros da nova carreira.

O banco também recomendou ao governo federal ter como parte da política de definição de salários de seus servidores a comparação com grupos semelhantes no setor privado, como no Canadá, que adotou, em 2006, uma revisão da política de remuneração de seus servidores públicos federais que teve como objetivo dar aos ministros, altos funcionários e outras partes interessadas “uma apresentação acessível, integrada e coerente do sistema de remuneração do setor público federal”. (Com informações do Jornal Estado de S. Paulo)