Rede privada de saúde entra em colapso e pede socorro ao Estado

Ao pedir socorro à rede pública quanto a superlotação da rede privada, presidente da Ahpaceg sugere unificação

Presidente da Ahpaceg, Haikal Helou. | Foto: reprodução

Com superlotação em hospitais, setor privado pede socorro ao Estado para alívio de demanda de pacientes. Preocupado, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, ainda explica a impossibilidade de compra de suprimentos, que segundo ele, não são encontrados para compra em lugar algum.

“Nós chegamos na capacidade, às vezes estamos indo além da capacidade, e isso é extremamente perigoso. Então nós conversamos ontem com os sócios e com a parte jurídica e, se extrapolada a capacidade de atendimento dos hospitais, vamos botar pacientes na regulação, seja do estado ou do município, dependendo da localidade dos hospitais”, explica Haikal. O presidente da Ahpaceg, ao apelar para ajuda do estado, justifica essa necessidade ao dizer que a saúde é um direito do cidadão.  

Em conversa com o Jornal Opção, Haikal retoma solicitação já realizada anteriormente ao Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus no início de março, que é pela unificação estadual – em lugar da autonomia municipal – para contensão da crise causada pela Covid-19.

“A unificação faria com que o estado visse todos os doentes e vagas ao mesmo tempo. É preciso a criação de uma mesa que tenha todos os elos da cadeia, os pacientes, as operadoras, as cidades e o estado. Que nós pudéssemos conversar sobre isso. Esse pedido ainda está em pauta. O que não pode é cada um ficar no seu canto brigando, é preciso uma centralização. Não dá para cada um tentar resolver isoladamente”, opina o presidente.

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