Reajuste na gasolina terá impacto mínimo em Goiás, diz presidente do Sindiposto

Petrobrás anunciou aumento de 1,02% no preço do combustível nas suas refinarias, nesta semana

Arquivo

Elisama Ximenes

A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira (12/9) que o preço da gasolina vai subir em 1,02% nas refinarias. O litro da gasolina, que custava R$ 2,2069 desde o dia 5 de setembro, passa a valer R$ 2,2294 a partir de quinta (13) – uma diferença de dois centavos. Esse aumento é realizado depois de uma semana sem reajustes no preço do combustível.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Martins de Castro Andrade, o reajuste de dois centavos não permite prever o valor médio do preço da gasolina das bombas, porque, neste caso, vai de acordo com a decisão de cada empresário.

“Se fosse um ajuste precedido de vários outros na mesma semana, aí, sim, eu poderia falar sobre um impacto, mas nesse caso, em que não havia aumento desde a semana passada, não tem como prever”, reforçou. Desde o dia 1º de setembro, o litro do combustível subiu nove centavos, o que significa 4,3% a mais do que o preço vigente no fim de agosto.

Na última quinta-feira (6), a Petrobrás havia anunciado um mecanismo financeiro que permite manter o preço da gasolina estável por até 15 dias. O hedge tem o objetivo de reduzir a variação do preço do combustível sem afetar o resultado financeiro da Petrobrás.

Isso significa que, em vez de ajustar os preços diariamente, a Petrobrás poderá segurá-los por no máximo 15 dias enquanto faz operações financeiras no exterior. O reajuste, então, seria um resultado das variações diárias do barril de petróleo e do câmbio no período. A ferramenta foi anunciada pelo diretor financeiro da Petrobrás, Rafael Grisolia e pelo diretor de refino e gás natural Jorge Celestino.

Deixe um comentário