Reações graves a vacina contra Covid-19 em crianças são raríssimas nos EUA

Relatório do CDC mostra que houve apenas 100 casos considerados graves em quase 9 milhões de doses aplicadas na faixa de 5 a 11 anos

EUA ´já vacinaram quase 9 milhões de crianças | Foto: Reprodução

Reações adversas de crianças de 5 a 11 anos à vacina contra a Covid-19 são raríssimas, apontou o Centro de Controle de Doenças (CDC), órgão governamental dos EUA, ao publicar uma revisão de dados levantados após 8,7 milhões de doses terem sido aplicadas nessa faixa etária no país.

A vacinação infantil foi autorizada nos EUA em 29 de outubro, com o imunizante da Pfizer-BioNTech, na mesma dosagem autorizada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 0,2 mL, equivalente a 10 microgramas, um terço da dosagem ministrada a adultos.

Com o início da campanha de vacinação, o sistema de vigilância de segurança em vacinas (Vaers) passou a receber comunicados de efeitos adversos em crianças, feitos por equipes de saúde, fabricantes de vacina ou por membros do público em geral. Segundo o relatório semanal do CDC, publicado nesta sexta-feira, 31, entre 3 de novembro e 19 de dezembro houve 4.249 comunicados de efeitos adversos num universo de 8,7 milhões de doses aplicadas nesse grupo etário, com idade média de 8 anos.

Desses, 4.149 casos (97,6%) incluem desde erros na dosagem administrada ou erro de estocagem até vômito, febre, dor de cabeça, tontura, síncope, fadiga, náusea e coceiras. Foram considerados de pouca seriedade porque não causaram hospitalizações ou problemas de longo prazo ou potencialmente fatais.

Entre os 100 relatos restantes, houve efeitos considerados sérios com necessidade de hospitalização, entre os quais: febre, vômito, elevação de troponina (o que é associado a problemas cardíacos) e 12 casos graves de convulsão. E houve ainda 15 relatos preliminares de miocardite, desses quais 11 puderam ser verificados – 7 crianças se recuperaram e 4 estão em recuperação.

Um outro estudo sobre miocardite e outros males cardíacos, realizado no Reino Unido e publicado em 14 de dezembro, apontou que o risco de desenvolver problemas do coração após a vacinação era de no máximo 10 em 1 milhão – muito menor do que o risco de miocardite causado pela própria covid-19).

O Vaers recebeu também dois relatos de mortes – de duas meninas, de 5 e 6 anos – durante o período de monitoramento da vacinação, que estão sendo investigados, segundo o CDC. Ambas tinham histórico médico complicado e estavam com a saúde fragilizada antes da vacinação”, diz o relatório. “Nenhum dos dados sugere uma associação causal entre as mortes e a vacinação.”

Pais e cuidadores de crianças de 5 a 11 anos devem ser informados de que reações locais ou sistêmicas são esperadas após a vacinação com a vacina da Pfizer-BioNTech e são mais comuns após a segunda dose”, diz o relatório.

O CDC reforça que “a vacinação é a forma mais eficiente de prevenir a covid-19, e a FDA vai continuar a monitorar a segurança da vacinação e trazer atualizações”.

* Com informações da BBC Brasil.

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