“Reabertura do comércio ocorre no pior momento possível”, alerta especialista

“Os casos estão crescendo conforme há o relaxamento das medidas. Com a flexibilização total, ficará muito complicado”, explica a doutora em Epidemiologia e Saúde Pública, Erika Silveira

Doutora em Epidemiologia e Saúde Pública, Erika Silveira/ Foto: Reprodução

“Não é o momento adequado para reabrir o comércio. Estamos na pior fase desde o início da pandemia”, a alerta é da professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Epidemiologia e Saúde Pública, Erika Silveira. A especialista participou do bate papo do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), na última quinta-feira, 25.

Ela alertou que o número de casos do novo coronavírus (Covid-19) está em franco crescimento em Goiânia e no interior goiano. Segundo a professora, o cenário poderia ser outro em todo o Estado se a flexibilização não tivesse sido feita de forma precoce.

“Os casos estão crescendo conforme há o relaxamento das medidas. Com a flexibilização total, ficará muito complicado porque a taxa de ocupação de UTIs do SUS já está acima de 80%”, alertou.

Erika também explicou que o período mais complicado deve ser registrado na segunda quinzena de julho. “Antes da reabertura do comércio, o número de casos e de mortes já estava crescendo. A expectativa é que os dois índices cresçam ainda mais”.

Para a professora, a reabertura deveria ser escalonada e com no mínimo 15 dias entre as etapas. “Isso ajudaria a ter condições de analisar melhor a situação. O relaxamento deveria ser feito no momento que a curva epidêmica começasse a apresentar queda”, assegurou.

O diretor administrativo do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor João Batista de Deus, que mediou a live, também ressaltou a preocupação com a reabertura. “A medida tem preocupado especialistas. A pandemia ainda não foi estabilizada e isso é temerário”, disse.

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