Raquel Dodge pede ao STF 22 anos de prisão para Fernando Collor

Para procuradora-geral da República não há apenas suspeitas, “mas prova para além de dúvida razoável de que cometeu crimes”

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge / Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja aplicada ao senador Fernando Collor (Pros) pena de 22 anos, 8 meses e 20 dias. Em justificativa, a Dodge aponta para suposta participação do senador em esquema de propina. Justas, segundo ela, o valor supera a casa dos R$ 50 milhões. As fraudes estariam ligadas a contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás.

Collor é acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a procuradora, a organização criminosa que se instalou na Petrobras teria sido capitaneada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) “em particular na figura do senador Fernando Collor, e também pelo Partido dos Trabalhadores, com destaque para o deputado federal Vander Loubet”, detalhou.

Os apontamentos da procuradora-geral da República indicam que o senador teria participado de supostas propinas em razão de contrato de troca de bandeiras de postos de combustível, recebido vantagens pela celebração de contratos para construção de bases de distribuição de combustível e integrado suposto esquema de corrupção em contratos de gestão de pagamentos e programa de milhagens.

Dodge destaca, ainda, que Collor teria recebido propina para viabilizar a construção e leasing de um armazém de produtos químicos em Macaé, no Rio de Janeiro.

O senador, segundo relatos da procuradora, também teria lavado dinheiro por meio da aquisição de artigos e bens de luxo. Parte desses bens, segundo ela, estava em nome de empresas ligadas a Collor. Para Dodge, não há apenas suspeitas, “mas prova para além de dúvida razoável de que cometeu crimes”. Por outro lado, Collor ressalta que “mais uma vez será demonstrada a fragilidade da denúncia”.

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