Ranking mostra Goiás na 21ª posição entre estados com mortes causadas pela Covid-19

“Fizemos o dever de casa”, diz Caiado. Documento foi enviado por Bolsonaro a parlamentares da base aliada e vincula mortes a responsabilidade dos governadores

Ranking nacional

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou um relatório com o número de mortes por Estado a parlamentares da base aliada. No documento, são apontados os governadores e prefeitos dos locais com o maior número de óbitos e casos de Covid-19. A estratégia do envio seria tirar o foco das críticas sobre a condução da pandemia de sua gestão.  

Porém, para o governador Ronaldo Caiado (DEM), o ranking mostra que o Estado está fazendo o dever de casa. “Goiás está fazendo o dever de casa. É lógico que eu gostaria de ter o número mínimo ou não ter caso algum. Eu sou médico e trabalho no sentido de regionalizar a saúde. Levamos estrutura hospitalar a oito macrorregiões e isso fez uma enorme mudança”, comentou.

O estado de Goiás aparece no 21º lugar do ranking de número de óbitos por 100 mil habitantes. Número que mostra uma gestão exitosa contra a pandemia, já que o Brasil possui 27 unidades federativas.

O secretário de Saúde de Goiás também comemorou o dado. “É graças ao dever de casa feito na gestão da Saúde, expandindo estrutura e dando assistência à saúde de quem precisa de atendimento, com a colaboração da população fazendo isolamento – no início – e seguindo orientações. Comparando com outros Estados, temos uma taxa de mortalidade mais baixa que a maioria dos Estados”, afirma Ismael Alexandrino.

Segundo a Secretaria de Governo, o relatório enviado a congressistas por meio de um aplicativo de mensagem, foi elaborado para monitorar a disseminação da Covid-19 nos Entes Federativos para auxiliar na articulação do Governo Federal.

“O documento em questão foi criado para contribuir internamente na gestão de curto prazo de como a pandemia está se comportando nos Estados e Municípios. Os dados apresentados são todos públicos e retirados do site do Ministério da Saúde”, diz trecho da nota.

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