Senador também solicita afastamento imediato do ministro da educação durante as investigações por suspeita de priorizar liberação de recursos do Ministério da Educação à Igreja

Um pedido de impeachment do ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi enviado nesta terça-feira, 23, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação foi realizado pelo Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que acusa o atual ministro de crime de responsabilidade. As acusações são devido às suspeitas de que o líder da pasta estaria priorizando a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) para pastores que não possuem cargo público. 

Para enquanto durarem as investigações, também há um pedido de afastamento imediato de Milton Ribeiro, também solicitado pelo senador. Ao todo, serão tomados depoimentos de nove testemunhas, sendo uma delas o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL). Diversos pedidos de investigação contra o ministro foram recebidos pelo STF e também pela Procuradoria-geral da República (PGR). 

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As revelações deste caso vieram à tona após um áudio ser obtido e divulgado pela Folha de S. Paulo. Durante a fala, o ministro teria dito que atende a um “pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”. Após sua menção na fala do ministro, Gilmar Santos se defendeu. Ao negar qualquer tipo de influência no MEC, o pastor goiano, afirmou que “a única influência que eu, pastor Gilmar Santos, tenho como propósito de exercer sobre todos aqueles com quem já mantive contato, ou mantenho, é a manifestação da glória a Deus”.

Até o momento, Ribeiro tem negado irregularidades. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teria recebido uma ligação do ministro da Educação afirmando que dará explicações. A bancada evangélica no Congresso, fiadora da indicação que levou Milton Ribeiro ao ministério, também pediu esclarecimentos sobre o que seria “sérios” áudios que vieram a público.