Rainha “vira-casaca”, Kátia Abreu busca sigla para continuar no governo

Senadora pelo Tocantins não quer deixar administração Dilma — difícil é achar um partido que queira ficar 

Ministra Kátia Abreu durante a posse | Valter Campanato/Agência Brasil

Ministra Kátia Abreu durante a posse | Valter Campanato/Agência Brasil

A senadora pelo Tocantins Kátia Abreu (PMDB) protagoniza o maior episódio de “vira-casaquismo” da história recente no Brasil. Líder ruralista, quando filiada ao DEM era uma das mais severas críticas do governo petista. Com a eleição de Dilma Rousseff, que lhe confessou admiração pela atuação firme, Kátia passou a ver qualidades imensas na ex-guerrilheira, que participou de ações terroristas no período da ditadura militar.

A aproximação foi se estreitando, Kátia passou a ser ardorosa defensora de Dilma, ao ponto de justificar os crassos erros na condução da política econômica cometidos no primeiro mandato. Erros que prejudicaram inclusive o agronegócio, liderado pela senadora (presidente da poderosa Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária-CNA).

Reeleita Dilma, a petista resolveu pagar a fidelidade com um convite para o Ministério da Agricultura. Não na cota do PMDB, mas na cota pessoal da presidente. Kátia, que os petistas sempre chamaram de latifundiária, aceitou.

Agora, com o PMDB desembarcando da base do governo, a senadora vive um drama: quer continuar junto de sua “ídola”, mas corre o risco até de ser expulsa do partido se não entregar o cargo. É uma das últimas remanescentes do bloco dos fiéis a Dilma Rousseff.

Nesta terça-feira (20/3), a colunista Vera Magalhães, do Radar On-Line, regista que Kátia não se sente confortável com a iminente saída de seu partido da base e busca uma sigla governista para se transferir.

Missão inglória!, segundo a colunista.

Nem a ideia de voltar para o PSD foi bem-sucedida: caciques da sigla demonstraram que o caminho do PSD também é de saída. Por sinal, o líder do partido na Câmara, Rogerio Rosso (DF), é nada menos que o presidente da comissão do impeachment.

Em São Paulo, o presidente do PSD, ministro Gilberto Kassab, deve lançar candidato a prefeito o ex-tucano Andrea Matarazzo, até ontem líder da oposição ao PT.

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