“Queremos que empresários cumpram o que prometeram”, diz presidente da CPI dos Incentivos Fiscais

Parlamentar acredita que no próximo encontro, previsto para dia 4 de novembro, será decidido se haverão, ou não, novas oitivas

Álvaro Guimarães | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

O presidente da CPI dos Incentivos Fiscais na Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Guimarães (DEM), conversou, na manhã desta quarta-feira, 23, com o Jornal Opção onde detalhou os próximos passos do grupo, bem como os resultados já apresentados. O parlamentar explicou que aguarda o resultado da cassação da liminar que impediu que o empresário Wesley Batista Jr. fosse sabatinado na sede do Poder Legislativo.

“Estamos esperando a resposta do Tribunal, posteriormente, ela [a liminar] sendo cassada, vamos trazer um representante legítimo da JBS [para prestar depoimento]”, declarou. Guimarães explicou também que sua assessoria jurídica está analisando diversos documentos “de mais de 100 empresários” para decidir, por meio de colegiado, se será necessário convocar novas oitivas. “Caso contrário, partiremos para finalização da CPI”.

A decisão provavelmente será proferida na segunda-feira, 4 de novembro, durante reunião do colegiado. No entanto, até lá, o deputado garantiu que todos continuarão “debruçados sobre os documentos” disponibilizados pelos empresários.

Mais credibilidade

Na contramão do que tem sido pregado por empresários e até alguns políticos, Guimarães lembra que a CPI foi criada para verificar as possíveis distorções em relação aos acordos firmados entre empresas e o Estado. “Vejo alguns querendo acabar com a CPI, dizendo que ela veio em má hora, mas não há nada disso. Os incentivos não podem acabar e não é isso que estamos pedindo. Queremos apenas que os empresários cumpram aquilo que prometeram”.

Para ele, a CPI, na verdade, demonstra a todos os empresários que para poder receber incentivos em Goiás, as obrigações acordadas devem ser cumpridas. “Aqueles que estão fazendo tudo ‘certinho’ não tem nada a temer. Não há nada de nocivo. Ela é importante para o Estado e os empresários”, finalizou.

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