“Querem manter esse código tributário arrecadador, injusto”, diz vereadora

Sabrina Garcêz afirma que existe uma briga na própria base quanto ao pedido de vista do projeto e uma aversão às emendas apresentadas

Vereadora Sabrina Garcêz | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O Código Tributário, que estabelece as normas tributárias do Município de Goiânia, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos vereadores, no dia 23 de abril deste ano. Entretanto, o vereador Carlin Café (PPS) pediu vistas do projeto, adiando a votação em plenário da matéria.

Para a vereadora Sabrina Garcêz (Sem partido), o tempo solicitado por Carlin para estudar o texto trata-se de ciúmes por parte dos parlamentares: “A CCJ fez uma discussão qualificada, então, a maioria dos vereadores sequer sabe o teor das emendas, ou tem alguma crítica efetiva a elas. Eles são contra, porque foram apresentadas na CCJ. Infelizmente ainda falta maturidade para alguns desses parlamentares entenderem que a discussão importante é a discussão da cidade e não a discussão pequena entre um parlamentar e outro”, declarou.

E completou: “O que existe é uma briga dentro da própria base, a oposição não tem nada a ver com isso, tanto é que quem pediu vistas foi um vereador da base”. Não existe previsão de quando a matéria voltará a ser discutida na Casa, havendo a possibilidade de ficar para o próximo semestre.

Emendas

O projeto foi aprovado na CCJ com 46 emendas, das quais, 30 foram propostas pela vereadora Sabrina Garcêz. “Inclusive eu estou até pensando em retirar essas emendas, mas vou deixar claro para a população goianiense o mal que esses vereadores estão fazendo, porque as emendas feitas na CCJ foram emendas corretivas, emendas para evitar injustiças com a população, é justamente o contrário do que a base do prefeito está dizendo”, pontuou.

A vereadora alega, ainda, que a base do governo tem como prioridade a arrecadação, deixando os interesses da população de lado. “Fizemos emendas proibindo a utilização de imagens aéreas sem a verificação in loco, a cobrança do ISTI duas vezes, além de uma série de injustiças em relação às áreas verdes. Mas a prefeitura e a base do prefeito querem manter esse código arrecadador, injusto”, disse.

E finalizou: “Agora cabe à prefeitura de Goiânia, mas eu espero que a população tome ciência em relação a essa injustiça que está acontecendo”.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.