“Quem tem cinco trabalhadores não pode pagar como quem tem 2 mil”: Cíntia defende desoneração e fim da escala 6×1
23 setembro 2026 às 19h09

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A candidata ao Senado por Goiás Cíntia Dias (PSOL) defendeu a criação de uma política de desoneração gradual para pequenos e médios empregadores. A proposta foi apresentada nesta terça-feira, 22, durante uma sabatina, segundo a candidata, está sendo estudada por sua equipe jurídica e econômica.
A intenção, de acordo com Cíntia, é elaborar um projeto de lei que reduza o peso dos encargos para empresas de menor porte. A candidata argumentou que a tributação deve considerar diferenças entre pequenos, médios e grandes empregadores.
“Quero discutir a desoneração, gradativa, dos impostos na CLT para pequenos e médios empregadores. É inadmissível que quem tenha cinco trabalhadores pague a mesma coisa que o empresário que tem 2 mil empregados”, afirmou.
A proposta foi apresentada por Cíntia ao ser questionada sobre os impactos que o fim da escala 6×1 poderia provocar no setor produtivo. A candidata defende a mudança na jornada de trabalho e sustenta que pequenos e médios empregadores precisam de medidas específicas para enfrentar eventuais impactos da alteração.
Para Cíntia, a desoneração poderia funcionar como parte de uma política que concilie a redução da jornada com a preservação dos postos de trabalho. O fim da escala 6×1 está entre as principais bandeiras defendidas pela candidata durante a campanha ao Senado.
Durante a sabatina, ela também contestou o argumento de que mudanças nas relações trabalhistas necessariamente provocariam desemprego ou dificuldades para as empresas. Cíntia citou como exemplo o debate ocorrido durante a reforma trabalhista e afirmou que pequenos e médios comerciantes precisam de atenção específica do governo federal.
A candidata argumentou ainda que a composição do Congresso Nacional terá influência sobre o avanço de propostas relacionadas à jornada de trabalho. Segundo ela, uma eventual atuação no Senado será voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores, à manutenção dos empregos e à ampliação do tempo destinado ao descanso e ao lazer.
Críticas ao STF
Outro tema abordado durante a sabatina foi a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Cíntia criticou decisões da Corte relacionadas às relações de trabalho e citou a discussão sobre a pejotização. Ela também comentou as recentes revelações envolvendo o Banco Master e defendeu que eventuais suspeitas sejam investigadas independentemente do posicionamento político dos envolvidos.
Ao falar sobre ministros do Supremo, Cíntia afirmou que não pretende adotar posicionamentos diferentes com base na origem política ou ideológica de cada integrante da Corte. Segundo a candidata, qualquer investigação deve respeitar o direito à ampla defesa.
“Se precisar votar impeachment, vou votar. Não me interessa qual é a bandeira desse ministro, porque o Judiciário deve ter atuação técnica e não apenas política”, declarou.
Cíntia também afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas mesmo quando envolverem pessoas ligadas a partidos do seu campo político. “Vale, inclusive, se tiver gente do PT”, disse durante a entrevista.
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