Policial militar por décadas, pastor, segurança particular e pai de uma adolescente de 12 anos. Rogério Camilo, de 51 anos, acumulava diferentes funções quando morreu ao lado da esposa, Paulla Regina, em um acidente de motocicleta na BR-060, no domingo, 13. A morte do casal provocou homenagens de policiais, religiosos, moradores e amigos e ganhou repercussão nacional após uma manifestação da influenciadora Virginia Fonseca.

Rogério trabalhava na segurança particular de Virginia e havia estado com a influenciadora poucos dias antes do acidente, em São Paulo. Paralelamente, mantinha uma rotina ligada à igreja e à comunidade onde morava, em Goiânia. Ele e Paulla eram pastores e estavam juntos havia quase 25 anos.

O acidente ocorreu durante um passeio de motocicleta na Região Metropolitana de Goiânia. Rogério e Paulla acompanhavam um grupo de motociclistas quando a moto em que estavam saiu da pista e atingiu uma árvore.

Rogério morreu no local. Paulla sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a receber manobras de reanimação de bombeiros e socorristas da concessionária responsável pelo trecho, mas o óbito também foi confirmado.

Segurança de Virginia

A atuação de Rogério como segurança particular fez com que a notícia chegasse a um público que até então não conhecia sua trajetória. Virginia Fonseca lamentou a morte nas redes sociais e contou que havia estado com ele poucos dias antes.

Segundo a influenciadora, Rogério estava em São Paulo auxiliando na segurança e também na rotina com as filhas dela.

“Sua presença era um porto seguro e sua memória viverá para sempre em nossos corações”, escreveu Virginia.

Na homenagem, ela também mencionou Heloísa, filha de 12 anos deixada pelo casal. “Sabemos que, agora, você e a Paula serão os anjos da guarda da pequena Heloísa, olhando por ela lá de cima”, publicou.

Trajetória na Polícia Militar

Antes de atuar na segurança particular, Rogério construiu sua carreira na Polícia Militar de Goiás (PMGO). Ele chegou ao posto de 2º tenente e havia passado para a reserva cerca de dois meses antes da morte.

A ligação com a corporação marcou a despedida nesta segunda-feira, 14. O cortejo fúnebre partiu do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e seguiu até o Cemitério Vale do Cerrado. Durante o sepultamento, uma aeronave sobrevoou o local e lançou pétalas de rosas.

O governador Daniel Vilela também lamentou as mortes e destacou a passagem de Rogério pela PM e a atuação religiosa do casal.

“Rogério dedicou parte de sua vida à Polícia Militar de Goiás e à missão de servir e proteger a nossa população. Ao lado de Paulla, também compartilhava a fé e o trabalho pastoral, deixando uma história marcada pelo serviço ao próximo”, afirmou.

A Fundação Tiradentes, ligada à assistência da comunidade policial militar, também publicou uma nota de pesar.

Vida religiosa e atuação em Goiânia

A rotina de Rogério fora da segurança também era marcada pela religião. Ele e Paulla eram pastores da igreja Viver é Cristo, no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia, e apareciam frequentemente nos registros das atividades da congregação.

Com a morte dos dois, a igreja suspendeu o culto de Santa Ceia que seria realizado no domingo e publicou uma mensagem de despedida.

“Que Deus console os corações e fortaleça a todos neste momento de dor. O amor e o legado de vocês continuarão vivos em nós”, escreveu.

Rogério ainda atuava como síndico do Brilhante Condomínio Clube, no Residencial Eldorado, na região Sudoeste de Goiânia. A morte repercutiu entre moradores, prestadores de serviços e estabelecimentos da região, que divulgaram manifestações de pesar.

Casal completaria 25 anos juntos

Parte da história de Rogério e Paulla também estava registrada nas redes sociais. Fotografias de viagens, atividades religiosas e momentos com a filha se misturavam às declarações que os dois faziam um ao outro.

Um dos últimos registros publicados por Paulla mostrava uma competição de patinação da filha, realizada no sábado, 12, um dia antes do acidente.

Em uma das declarações ao marido, Paulla o chamava de “porto seguro” e dizia encontrar nele descanso nos momentos difíceis. Rogério, por sua vez, costumava compartilhar fotografias antigas e homenagens à companheira.

Os dois completariam 25 anos de união em outubro.

A despedida desta segunda reuniu justamente as diferentes partes da trajetória construída por Rogério: a Polícia Militar, a igreja, a segurança particular e a comunidade onde vivia. Ele e Paulla deixam uma filha de 12 anos.

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