Queda humilhante contra o primeiro adversário de verdade

Nem os alemães poderiam imaginar que seria tão fácil. A derrota serviu pelo menos para constatar o óbvio: Felipão é um técnico ultrapassado

Cezar Santos

A Alemanha talvez tenha ficado mais incrédula que o próprio Brasil quando fez o terceiro gol. Foi ali, sem dúvida, que ficou claro que o jogo seria tão fácil como tirar doce de criança.

Aliás, fácil demais. E daí, com tremenda facilidade, foi só encher a sacola, com mais, um, mais dois, mais três, mais quatro…

Não há muito o que falar. Vou fazer quatro registros.

Primeiro: para os críticos de Fred, que pululavam nas redes sociais, com piadinhas (obviamente gente que não sabe nada de futebol). Centroavante tem de ser municiado para poder disparar. Quem oferece a munição para o centroavante é o meio de campo.

Qualquer centroavante num time desse morreria de fome. Fred morreu de fome.

Desde o primeiro jogo ficou claro que o meio de campo da seleção era o grande problema. Oscar foi um grande jogador, mas o Brasil precisa de mais para ter um grande meio de campo. Não teve.

Terceiro. O Brasil é uma seleção em que 50% é um só jogador: Neymar.

Abatidos, jogadores brasileiros saúdam a torcida ao fim da partida: vergonha no Mineirão | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Abatidos, jogadores brasileiros saúdam a torcida ao fim da partida: vergonha no Mineirão | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Até pensei que com a tragédia da saída de Neymar, o time pudesse se encher de brios. Ilusão de torcedor brasileiro, que também sou. Brios podem fazer diferença quando há equilíbrio. Não havia equilíbrio. Portanto, a técnica definiu o jogo. Comparar o meio de campo da Alemanha com o do Brasil chega a ser covardia.

E o mais triste nessa derrota: a Alemanha, que já estão chamando de alemáquina, não foi essa coisa toda na Copa até então. Guardou o futebol para as partidas certas? Pode ter sido. A frieza germânica é por demais conhecida.

Thiago Silva fez falta. Mas não acredito que com ele em campo a história pudesse ter sido tão diferente.

Quarto. Infelizmente, esse velho escriba tinha dito na crônica passada: a Copa começaria agora para o Brasil, por que até então, só tinha pegado “rebas”. Acertei.

Uma única vantagem nesse revés amargo. A constatação de que Felipão é um técnico superado. Basta.

Tem hora que a juventude tem de chegar. Não por ser apenas juventude. Mas porque há ideias novas no ar. E um homem como Felipão não assimila novas ideias.

Talvez tenha chegado a hora de a CBF trazer um técnico estrangeiro para nossa seleção.

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