Quatro anos depois, Dilma e Aécio vivenciam momentos difíceis nas urnas

Ex-presidente petista termina corrida ao Senado na quarta posição e não consegue se eleger por Minas Gerais. Aécio Neves (PSDB), apesar de votação baixa, se torna deputado

Enquanto Dilma não consegue ser eleita senadora, Aécio sofre para entrar na Câmara dos Deputados por Minas quatro anos depois de disputarem Presidência da República | Fotos: Ricardo Stuckert Filho e Divulgação

Em outubro de 2014, a petista Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). A candidata indicada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegava a sua reeleição com 51,64% dos votos válidos, sendo escolhida por 4.501.118 eleitores brasileiros, contra 48,36% do tucano, que recebeu 51.041.155 votos. Mas esse cenário de liderança nacional ficou para trás.

Dilma sofreu o processo de impeachment e foi destituída do cargo de presidente da República no dia 31 de agosto de 2016. Já Aécio foi acusado de envolvimento com crimes de corrupção e viu seu prestígio de ex-candidato ao Palácio do Planalto e presidente nacional do PSDB se esvaziar.

Enquanto Dilma optou pelo retorno à política como candidata a senadora por Minas Gerais, Aécio escolheu se lançar concorrente à Câmara dos Deputados nas vagas reservadas ao Estado. Bastante reduzidos em importância nos seus partidos e prestígio entre os filiados de suas siglas mineiras, os dois tiveram resultados diferentes neste domingo (7/10).

Com 100% das urnas apuradas em Minas, Dilma viu sua candidatura terminar no quarto lugar, longe de conseguir uma vaga no Senado, com 15,35% dos votos válidos. Apenas 2.709.223 eleitores mineiros votaram na ex-presidente destituída frente aos 3.616.864 votos, 20,49% válidos, que recebeu o eleito jornalista Carlos Viana (PHS) e os 3.568.658 do também eleito Rodrigo Pacheco (DEM), que atingiu 20,22% dos votos válidos.

Aécio Neves aparece como eleito para uma das 53 cadeiras de deputado federal por Minas Gerais com 100% dos votos apurados em Minas. Também longe da votação que obteve para presidente no segundo turno de 2014, quatro anos depois, o tucano surge na 19ª colocação para a Câmara dos Deputados pelo Estado com apenas 106.702 votos, o que dá 1,06% da votação válida.

Curioso foi ver que os presidenciáveis petista e tucano esconderam seus antecessores na disputa no primeiro turno. Enquanto o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que está no segundo turno, tratou de buscar o legado da bonança econômica dos tempos dos governos do Lula (2003 a 2010) e ignorou as gestões Dilma (2011 a 2016), o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que terminou a corrida eleitoral na quarta colocação, fingiu que Aécio nem existia. Inclusive, quando questionado, se preservava afirmando apenas que “o senador não foi condenado em nenhuma das acusações”.

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