“Sou um vereador que usa botina, que anda de porta em porta. O meu contato com o eleitorado é muito pessoal”, justifica Clécio Alves

Clécio Alves | Foto: Alberto Maia

Em entrevista concedida na última semana, o vereador Clécio Alves (MDB) comentou as possíveis mudanças nas regras eleitorais para o próximo pleito. Ao ser questionado especificamente sobre a ampliação do fundo partidário para financiamento de campanhas políticas, o parlamentar resumiu: “não vejo necessidade”.

Em seguida, Alves justificou a afirmação dizendo que apenas na última disputa — onde concorreu ao cargo de deputado estadual pelo MDB — é que teve tal “ajuda”. “Pela primeira vez isso aconteceu e não foi uma ajuda tão importante para mim”, lembrou.

Para ele, o fundo partidário não faz muita diferença, principalmente após a guinada da tecnologia no mundo moderno. “Sou um vereador que usa botina, que anda de porta em porta. O meu contato com o eleitorado é muito pessoal; ainda mais com as redes socais, ai é que tenho a convicção de que podemos levar nossa mensagem e tudo aquilo que queremos mostrar à população sem necessariamente utilizar os recursos públicos para isso”, explicou.

Por fim, o parlamentar aproveitou, inclusive, para lembrar que os valores aplicados no financiamento das campanhas poderiam ser destinados para fins de interesse social. “Precisamos dele [recuso] para investimentos em saúde, educação, segurança e outros temas de interesse da população. Portanto, não há nenhuma questão que me faça ser a favor desse fundo, até porquê ele quase não me serve para nada”, concluiu.