PV busca candidatas segmentadas para 2022 e critica obrigatoriedade de candidaturas femininas, explica dirigente

Ao Jornal Opção, o presidente estadual da sigla, Cristiano Cunha, ainda se posiciona favor de cotas de vagas no Legislativo, não somente de candidaturas

Ao esclarecer ao Jornal Opção as estratégias do Partido Verde (PV) em Goiás nas próximas eleições, que ocorrem em outubro deste ano, o presidente estadual da sigla, Cristiano Cunha, explicou que o partido busca novas candidatas mulheres, em prol de maior representatividade no partido. Para que isso ocorra da forma esperada, ele conta que a estratégia é buscar candidatas segmentadas, como do meio de proteção aos animais e de mulheres vítimas de violência doméstica.

Essa busca por “mulheres específicas”, segundo o dirigente estadual, se deu pela experiência vivenciada pelo partido nas eleições de 2020. Isso, porque com a obrigatoriedade da cota de 30% de candidaturas femininas, Cunha explica que o partido acabou prejudicado. “Não lançamos nenhuma laranja para só atingir cota, lançamos candidatas. No entanto, como passamos os recursos via executiva estadual, e não para a conta pessoal dessas mulheres, algumas denúncias chegaram a ser realizadas ao Ministério Público. Só que como a lei não obriga a transferir recurso para conta pessoal do candidato, ficamos resguardados juridicamente quanto a isso”, relata Cristiano.

Ele explica que isso acontece porque “diversos partidos lançam candidatas laranjas para alcançar a cota e, com isso, muitas mulheres acabam remuneradas para serem candidatas, recebem vantagens”. “Prefiro ficar sem chapa do que correr risco lançando candidatas laranjas. Os partidos que lançaram agora estão com problema na Justiça”, acrescenta. Com isso, o presidente estadual do PV ainda se posiciona a favor da cota de vagas para mulheres dentro do Poder Legislativo, ao invés de um percentual de candidaturas.

O contexto abordado por Cristiano se mostra ainda mais crítico pelo fato de o Partido Verde ser uma legenda considerada relativamente pequena. “Temos ainda mais dificuldades, porque os candidatos chegam achando que irão ter um grande recurso para campanha, com tempo de televisão, e não é bem assim. Isso, porque o PC ainda tem um financiamento público, diferente de partidos que não têm nada, nem o mínimo”, complementou.

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