Puxada pelas quedas nos transportes, prévia da inflação de maio apresenta recuo de 0,81% em Goiânia

Alimentação e bebidas sobem novamente, acumulando variação de 3,44% no ano, aponta o IBGE

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), ficou em -0,81% em maio, na capital. Essa é a segunda maior queda do país e a maior queda dos últimos 20 anos, com acumulado negativo (-1,02%) em 2020, o menor das capitais e regiões metropolitanas investigadas.

A prévia da inflação no Brasil ficou em -0,59%, a deflação mais intensa desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

A variação negativa do mês foi puxada pelas quedas nos transportes e vestuário, aponta o IBGE. Os transportes caíram 3,60% em maio no município de Goiânia, destaque para as quedas dos combustíveis (veículos) que caíram 8,80% e transporte público que variou -6,47%.

O vestuário apresentou queda de 1,42%, queda esta influenciada pelas variações negativas de roupa feminina (-2,71%), calçados e acessórios (-1,23%) e roupa infantil (-1,00%).

Alimentação e bebidas

Em Goiânia, as maiores altas ocorreram nos grupos habitação (0,83%), puxada principalmente pela alta de 2,95% da energia elétrica residencial e alimentação e bebidas (0,43%), sendo a segunda alta seguida, acumulando variação de 3,44% em 2020.

No índice geral, Goiânia variou -0,81%, a segunda maior queda do país, acima de Curitiba (-1,12%). O índice geral nacional ficou em -0,59%. Todas as 11 regiões pesquisadas tiveram deflação em maio. O maior índice foi na região metropolitana de Fortaleza (-0,23%)

Os preços foram coletados pelo IBGE no período de 15 de abril a 14 de maio de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 17 de março a 14 de abril de 2020 (base).

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