PUC divulga nota que esclarece caso de fraude no vestibular

Fiscais da prova perceberam comportamento estranho de alguns candidatos e suspeita acabou resultando em investigação da Polícia Federal anunciada nesta terça-feira

PUC GOIAS

PUC-GO ressaltou rigor na aplicação da prova | Foto: Divulgação

A Pontifícia Universidade Católica (PUC-GO) divulgou, nesta terça-feira (17/11), nota em que esclarece a posição da universidade sobre o caso de supostas fraudes no seu último vestibular, no último dia 7 de novembro.

Ainda durante a prova, os fiscais perceberam um comportamento estranho por parte de alguns candidatos, o que acabou resultando em uma investigação da Polícia Federal (PF) que descobriu o que pode ser um esquema para fraudar o vestibular para admissão de alunos no curso de medicina.

Segundo a nota, assim que foram percebidos os indícios de que um grupo de candidatos estavam se associando para tentar fraudar a prova, a Universidade começou a tomar providências. “Nos dias imediatamente subsequentes, (a PUC) consolidou elementos probatórios essenciais para a representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), protocolizada pela PUC Goiás no dia 12 de novembro”, afirma.

Após a representação da Universidade, o MPF e a PF se reuniram em uma investigação que já resultou em quatro mandados de busca e apreensão de alunos da própria PUC que estariam envolvidos no esquema. Todos eles passaram a manhã na sede da Polícia Federal, prestando depoimento, e seus nomes ainda não foram divulgados.

No comunicado, a PUC reitera a preocupação com o sigilo na preparação e aplicação da prova do vestibular. “A aplicação da prova é planejada com rigor, desde a distribuição e preparação do espaço físico até o treinamento da equipe de fiscalização por profissionais da área de segurança, com uso de detectores de metais e identificação datiloscópica”, defende.

“Este sistema de controle e segurança, no seu conjunto, oferece amplas condições de prevenção e detecção precoce de atos ilícitos”, acrescenta. A nota, assinada pelo reitor da instituição, professor Wolmir Amado, garante ainda que a PUC-GO “confia plenamente na investigação e continuará colaborando com as Autoridades até a conclusão dos trabalhos”.

A nota ainda afirma que o processo seletivo seguirá seu cronograma regularmente, segundo o edital. No entanto, esclarece que qualquer candidato com envolvimento no esquema será eliminado da seleção: “Em qualquer etapa do processo, os candidatos que estejam comprovadamente envolvidos com tentativas de fraude serão sumariamente desclassificados e responderão administrativa e criminalmente”.

“Graças aos procedimentos adotados, nenhum candidato envolvido em fraudes ocupará as vagas ofertadas”, garante a universidade. “Com essas iniciativas a PUC Goiás assegura a integridade do processo seletivo e a confiabilidade de seus resultados”, completa.

Confira na íntegra o posicionamento da PUC:

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás aplica em seus processos seletivos discentes (vestibulares) um consolidado sistema de controle e segurança, desenvolvido e testado com rigor e critério em quase seis décadas de atuação na Educação Superior. O sistema visa garantir igualdade de condições de concorrência a todos os candidatos e prevenir qualquer ato contrário às normas do Edital, às leis e à ética.

Tomamos cuidados especiais para garantir o sigilo na elaboração e impressão das provas, incluindo: equipe especializada de elaboradores qualificados com rotinas de trabalho sigilosas, escolha das questões por sorteio, manutenção do material em cofres, transporte em malotes lacrados e uso exclusivo da gráfica nos dias da impressão dos cadernos de prova e dos cartões de resposta.
A aplicação da prova é planejada com rigor, desde a distribuição e preparação do espaço físico até o treinamento da equipe de fiscalização por profissionais da área de segurança, com uso de detectores de metais e identificação datiloscópica. A correção das provas e a análise dos resultados são protegidas por rigorosas medidas de segurança e sigilo.

Este sistema de controle e segurança, no seu conjunto, oferece amplas condições de prevenção e detecção precoce de atos ilícitos. Por isso, no processo seletivo discente (Vestibular), ocorrido no dia 7 de novembro de 2015, a PUC Goiás conseguiu identificar, enquanto a prova ainda estava em andamento, fortes indícios de associação de candidatos para tentativa de fraude. Imediatamente a Universidade tomou providências para assegurar a normalidade do certame e a apuração tempestiva e rigorosa dos indícios. Assim, nos dias imediatamente subsequentes, consolidou elementos probatórios essenciais para a representação junto ao Ministério Público Federal, protocolizada pela PUC Goiás no dia 12 de novembro. A representação da Universidade deu origem à instauração da investigação criminal da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, cujos desfechos iniciais acabam de ser noticiados à população.

A PUC Goiás confia plenamente na investigação e continuará colaborando com as Autoridades até a conclusão dos trabalhos. O cronograma do processo seletivo segue conforme previsto no Edital n. 64/2015-Prograd. Mas, EM QUALQUER ETAPA DO PROCESSO, os candidatos que estejam comprovadamente envolvidos com tentativas de fraude serão SUMARIAMENTE DESCLASSIFICADOS e responderão administrativa e criminalmente. Graças aos procedimentos adotados, nenhum candidato envolvido em fraudes ocupará as vagas ofertadas.

Com essas iniciativas a PUC Goiás assegura a integridade do processo seletivo e a confiabilidade de seus resultados, contribuindo para o fortalecimento da justiça e da verdade, no respeito aos direitos decorrentes do esforço honesto de tantos candidatos e de suas famílias. Reafirmamos nosso irrestrito compromisso institucional no combate à desonestidade e à corrupção, bem como nosso total apoio às investigações em curso.

Goiânia, 17 de novembro de 2015

Prof. Wolmir Therezio Amado
Reitor da PUC Goiás

Uma resposta para “PUC divulga nota que esclarece caso de fraude no vestibular”

  1. Avatar Rômulo disse:

    Cadê o nome desses digníssimos, PUC?

    Ou será que por ser gente rica (capaz de pagar uma mensalidade de 4 mil mensais) a identidade deles, pessoas maiores de idade, será mantida em sigilo?

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