PTB desiste da indicação de Cristiane Brasil para Ministério do Trabalho

Helton Yomura foi escolhido para a vaga por conta da suspensão mantida pela presidente do STF, Cármem Lúcia 

 O atual secretário-executivo no Ministério do Trabalho, Helton Yomura | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desistiu da indicação de Cristiane Brasil para assumir o Ministério do Trabalho. A informação foi confirmada nesta terça-feira (20/2) por seu pai, Roberto Jefferson, que é presidente nacional do partido.

“Diante da indecisão da ministra Cármen Lúcia em não julgar o mérito neste primeiro semestre, o PTB declina da indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. A decisão do partido visa proteger a integridade de Cristiane e não deixar parada a administração do ministério”, escreveu Jefferson em seu Twitter (veja a íntegra abaixo).

De acordo com o jornalista Valdo Cruz, do portal G1, Helton Yomura foi indiciado para vaga e seu nome, inclusive, já chegou ao ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo.

Atualmente, Yomura ocupa o cargo de secretário-executivo no Ministério do Trabalho.

Relembre o caso

Cristiane Brasil foi indicada pelo presidente Michel Temer no início deste ano para assumir o Ministério do Trabalho, a pedido de Roberto Jefferson, mas teve a posse cancelada por decisões da justiça.

A primeira foi uma decisão liminar do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro. O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas.

Contra a liminar, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa da parlamentar apresentaram agravos de instrumento. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, liminarmente, os pedidos da União e de Cristiane Brasil.

Após recorrer e perder vários recursos, a Advocacia Geral da União (AGU) decidiu acionar o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que liberou a posse. Dois dias depois, contudo, Cármen Lúcia suspendeu novamente, em caráter liminar. Por fim, Cármem Lúcia sua decisão anterior.

Veja a declaração de Roberto Jefferson na íntegra:

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