Psiquiatra dá dicas para enfrentar os desafios da convivência

Alguns casais têm tido dificuldades para manter o relacionamento e a convivência familiar em harmonia durante pandemia

Foto: Reprodução

A convivência diária em tempos de pandemia tem afetado o relacionamento de alguns casais de forma negativa, o que tem levado ao aumento no número de divórcios e términos de relacionamentos no Brasil e no mundo. Segundo a médica psiquiatra do UNIO Instituto de Saúde Integrada, Melissa Duarte, essas decisões podem ser tomadas por dois motivos.

Para ela, o primeiro é que no estresse os defeitos são potencializados e o segundo é que a decisão sobre um casamento que não ia bem, que era adiada no cotidiano, pode ser acelerada pelo aumento do estresse e das dificuldades, inclusive do aumento do registro de casos de violência familiar.

“No isolamento social, as pessoas podem começar a fazer o exercício interno de olhar para dentro de si. E isso pode ser muito enriquecedor como pode ser um buraco negro também. Por exemplo, quando alguém faz terapia percebe que projeta no outro algo que incomoda nela mesma. Se pensarmos no isolamento, como eu não consigo mais projetar esse defeito na sociedade ou nos colegas de trabalho, eu vou projetar em quem está dentro de casa convivendo comigo. Então toda essa energia que eu jogava em todo mundo, começo a jogar numa pessoa só. E isso vai ficando insuportável”, explica a médica.

Para manter a harmonia na convivência a médica dá algumas dicas. “Ter momentos de prazer e reflexão a dois e sozinhos, respeitando o ambiente e o silêncio do outro. Vejo as famílias querendo viver a ilusão da família feliz, de todo mundo estar fazendo a mesma coisa, mas que muitas vezes eu preciso respeitar o momento do outro”, aponta.

Outra coisa importante, segundo a especialista, é se conectar através dos problemas, dos estressores em casa. Por exemplo, dividir as tarefas que são estressantes, como lidar com filhos ou fazer as compras da casa, não sobrecarregar um só. “Faço na minha casa e tem feito sentido: não cobrar do outro o que você vê que ele não dá conta de fazer”, finaliza Melissa.

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