Aava Santiago, presidente municipal do PSDB em Goiânia, afirma que o partido não enfrentará grandes entraves políticos no âmbito estadual, pois as decisões serão tomando em nível nacional

A presidente municipal do PSDB, Aava Santiago, afirma que as conversas a nível nacional sobre uma possível federação partidária com o Cidadania, estão maduras. Em Goiás, a federação divide opiniões entre os parlamentares dos dois partidos, mas para a tucana é bem vista, “faço gosto nas conversas com o Cidadania e, aqui em Goiânia, eu enquanto presidente, tenho total disponibilidade”, afirma.

Válida partir deste ano, as federações possibilitam que partidos passem a atuar como se fossem uma única legenda. As principais características são a abrangência nacional, impactando diretamente os Estados já nas eleições de outubro e com duração mínima de 4 anos, ou seja, ainda válidas para o pleito de 2024.

Sobre um possível entrave com o presidente municipal do Cidadania, o vice-governador Lincoln Tejota (Cidadania), Aava acredita que não terão problemas, pois as decisões são tomadas em nível nacional e o histórico é favorável “quando o Cidadania ainda era o antigo Partido Popular Socialista, Roberto Freire foi um grande parceiro”. Atualmente, Freire preside o Cidadania nacionalmente.

Apesar de Lincoln caminhar ao lado de Ronaldo Caiado (União Brasil), Aava acredita que o diálogo será tranquilo, visto que Lincoln se elegeu deputado pelas bases tucanas, sendo possível uma “boa convivência”. Lincoln foi riscado da chapa majoritária de Caiado, perdendo espaço para Daniel Vilela (MDB). Há ainda a possibilidade dele assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou se candidatar novamente para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Sobre as federações partidárias, Aava enxerga como uma tentativa de “corrigir o esvaziamento de pautas e agendas”. Questionada sobre o enfraquecimento do PSDB com a saída de políticos e a taxa de rejeição do pré-candidato à presidência da República, João Dória (PSDB), a vereadora afirma que o momento é de uma autocrítica e avaliação do que deixou de ser feito. “O partido tem conversado com lideranças e levantado pautas que, eventualmente, tenha deixado de falar. Deixou de falar sobre educação? Políticas de transferência de renda? Eu, a partir deste lugar de presidenta, tenho feito essas interlocuções, trazendo o PSDB para pensar Goiânia”, disse ao Jornal Opção.

Ainda, segundo Santiago, é preciso que o diálogo também seja considerado a nível municipal, “precisamos conversar com as lideranças aqui pois as federações são ferramentas de correção de distorções dos partidos que andam juntos no cenário nacional, mas que caminham separados a nível estadual”, diz. Para ela, as federações impulsionam os partidos a se posicionarem no cenário político e estarem ao lado de quem constrói ações semelhantes, possibilitando uma maior conectividade e com agendas orgânicas.