PSC mantém Feliciano na liderança e vai processar jovem que denunciou deputado

Presidência do partido afirmou que entrará na Justiça para defender a imagem da sigla; Feliciano foi denunciado por tentativa de estupro, assédio sexual e agressão

A presidência do PSC decidiu, nesta terça-feira (9/8), manter o deputado Marco Feliciano (SP) na liderança do partido. A cúpula do PSC se reuniu para discutir a polêmica que envolve o nome do deputado, denunciado pela jornalista Patrícia Lelis por tentativa de estupro.

O PSC decidiu não só manter Feliciano na liderança da legenda como também entrar na Justiça contra a jornalista por falsa denunciação para “defender a imagem do partido”, afirma o jornal O Estado de São Paulo.  De acordo com a denúncia de Patrícia, o PSC sempre soube do ocorrido, mas pediu que ela “ficasse calada”.

Na semana passada, a Direção Nacional do partido afirmou que criaria uma comissão interna, com membros da executiva nacional, do PSC Jovem e do PSC Mulher para analisar como a legenda se posicionaria em relação ao caso.

A jovem, que é militante do PSC, registrou boletim de ocorrência no último domingo (7) contra Marco Feliciano por tentativa de estupro, assédio sexual e agressão. A jornalista já havia registrado, na última quinta-feira (4), um boletim de ocorrência contra Talma Bauer, chefe de gabinete do deputado.

Talma foi detido na última sexta-feira (5), por suspeita de manter Patrícia em cárcere privado e obrigá-la a publicar vídeos em que negava as acusações que tinha feito. Ele foi liberado no mesmo dia.

O caso

A agressão teria acontecido no dia 15 de junho, no apartamento funcional do deputado em Brasília. Patrícia afirma que levou um soco na boca e puxões no braço após negar se tornar amante de Feliciano. A proposta envolveria um cargo comissionado no PSC e alto salário.

Após ser agredida, a jovem teria sido arrastada para o quarto do deputado-pastor, onde ele teria tentado beijá-la. As agressões só cessaram quando uma mulher tocou a campainha do apartamento.

Patrícia teria, então, procurado o deputado pelo WhatsApp e os dois teriam trocado mensagens que comprovariam as agressões. Feliciano teria, ainda, obrigado a jovem a apagar a conversa, que foi recuperada pelo iCloud.

O deputado divulgou um vídeo em sua página do Facebook em que aparece com sua esposa e diz ser vítima de ataques pessoais. Ele ainda disse que não julgará a jovem e espera que Deus a perdoe. O deputado prometeu apresentar provas de sua inocência e defendeu a responsabilização de Patrícia por falsa comunicação de crime.

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