PRTB aposta nos três deputados menos votados e sai na dianteira durante a “janela partidária”

Coronel Adaliton, ex-progressistas, e Wagner Neto, ex-Pros, tiveram as fichas de filiação abonadas pelo presidente Denes Pereira na última terça-feira, 15

Como adiantado pelo Jornal Opção, o Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB) tende a ser uma das siglas que mais ganharão deputados estaduais filiados nesta janela partidária, que foi aberta no dia 3 de janeiro e fechará no próximo dia 1º de abril. Exemplo disso são os dois parlamentares que assinaram as fichas na última terça-feira, 15. Coronel Adailton (ex-Progressistas) e Wagner Neto (ex-Pros) estão entre os três parlamentares menos votados e que procuraram a legenda para concorrer a reeleição na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Com isso, o PRTB sai na dianteira para montar uma chapa com os 42 nomes para a Casa. A intenção é fazer quatro cadeiras.

A composição é 33% acima do número de parlamentares que concorreram pela sigla em 2018, ano em que fez duas cadeiras em uma coligação com o PMN. O partido elegeu Charles Bento e Júlio Pina. O primeiro, no entanto, deve deixar a sigla porque ele ultrapassa o teto de 14,3 mil votos estabelecido pelo presidente do PRTB, Denes Pereira, para a formação das chapas. De acordo com o deputado estadual Júlio Pina, que fica na sigla, é uma determinação que permite que o PRTB se torne um dos melhores partidos para concorrer ao cargo de deputado estadual.

Ele, por exemplo, foi eleito com 13.148 votos, o segundo deputado menos votado em 2018. “Nós estamos com uma chapa extremamente forte. O teto faz com que os três deputados que pleitearão a reeleição sejam reeleitos dentro da margem de erro. Não é à toa que [o partido] contará com os três três deputados menos votados”, explica Pina.  

Os dois políticos que foram para o PRTB inclusive entendem que o partido oferece boas condições de elegibilidade independente de não ter tempo de TV e fundo partidário. A avaliação é a mesma do segundo suplente da sigla, Mayclyn Carneiro (PRTB), que assumiu o posto provisoriamente durante um tempo e pretende ficar na legenda. Todos afirmaram ao Jornal Opção que têm condições de vitória nas urnas. “É uma opção pela sobrevivência no parlamento. O PP [Progressistas] é uma sigla que deve ter uma chapa com vários candidatos fortes [com mais de 14,3 mil votos], como a própria primeira-dama de Anápolis, que também é sua base”, explica Adailton ao contextualizar a saída dele da sigla. O Coronel também foi convidado pelo PMN e também pelo MDB. 

Wagner Neto, que foi o terceiro menos votado no último pleito estadual, com 14.254 votos, afirma que desde o ano passado está trabalhando, junto com outros parlamentares, para formar as chapas para as eleições de 2022. “Dentro da Assembleia, juntamos os três candidatos menos votados em 2018. Posteriormente, vamos buscar novos candidatos, como aqueles que não são ordenadores de mandato. Passamos a fazer uma força-tarefa e, ao conversar com o presidente do PRTB, ele entendeu que essa chapa encaixaria muito bem com o partido”, explica. 

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