Proximidade de Marconi e Meirelles é destaque no Estadão

Com título “De olho na gestão”, coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, destacou na quinta-feira (19/5) a relação do governador goiano com o ministro da Fazenda

Coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, destaca interlocução de Marconi com ministro da Fazenda | Foto: Gabinete de Imprensa

Coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, destaca interlocução de Marconi com ministro da Fazenda | Foto: Gabinete de Imprensa

A palestra do governador Marconi Perillo (PSDB) em Nova York ganhou destaque na coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, na edição de quinta-feira (19/5) do jornal O Estado de S.Paulo. No Estadão, ela informou que o tucano discutirá na próxima semana com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e sua equipe a renegociação da dívida do Estado de Goiás com a União.

Na nota “De olho na gestão”, Sonia Racy afirma que o goiano tem como prioridade a administração das receitas e custos. “Perillo reduziu o número de suas secretarias a 10, das quais só três são políticas. E manteve o apoio da Assembleia estadual”, disse a jornalista ao comprar o governo goiano com a nomeação dos ministros pelo presidente da República interino, Michel Temer (PMDB).

Sonia destacou também a formação da equipe de secretários do governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que estava em Nova York com Marconi e também participará da reunião na semana que vem com Meirelles.

“Taques, por exemplo, contou ontem (quarta-feira) em seminário do Lide, em Nova York, que todos os seus secretários são técnicos – à exceção de um. ‘Pedi uma trégua à Assembleia e fechamos um acordo’, explicou à coluna.”

De acordo com o governo de Goiás, o alongamento da dívida de Goiás com o governo federal será discutido com Meirelles e depende de aprovação do Congresso para que reduza pela metade o total de encargos previstos para o Estado quitar em 2016 e, a partir de então, permitir novos investimentos.

O cálculo de Ana Carla Abrão, secretária estadual da Fazenda, é de que, se acontecer, a operação permitirá a diluição de R$ 1 bilhão dos cerca de R$ 2 bilhões previstos para serem pagos em 2016 pelo Estado. Essa redução de R$ 1 bilhão aconteceria nos próximos 20 anos, caso o governo chegue a um acordo com o Ministério da Fazenda e tenha o aval dos parlamentares.

A medida incentivaria novos investimentos a médio prazo, explicou Ana Carla. São três opções existentes para os Estados. A primeira é o alongamento das dívida com a União em 20 anos e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.

A segunda trata da permissão de desconto de 40% no valor das parcelas com limite de R$ 160 milhões por mês em um período de até 24 meses. O valor não pago nesse período seria transferido para as próximas parcelas. O Estado não informou qual seria a terceira possibilidade negociada com o governo federal.

A dívida de Goiás hoje é de R$ 17 bilhões e, segundo Ana Carla, está dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O valor é considerado baixo pela secretária da Fazenda ao considerar a situação de outros Estados, que seria mais preocupante. (Com informações do Gabinete de Imprensa)

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