Proposta de revitalização da Praça do Trabalhador não atende anseios dos feirantes

“Queremos acreditar no bom senso da prefeitura. Se a associação não for ouvida, não tem como revitalizar”, diz presidente da Asfehippie

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzanan Matos, se reuniu, nesta quarta-feira, 22, com o presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Jairo Gomes, o presidente da Associação dos Feirantes da Feira Hippie de Goiânia (Asfehippie), Walter de Oliveira Borges, e outros. Na pauta, a requalificação da Praça do Trabalhador [que impacta na Feira Hippie e da Madrugada] em uma obra, a partir do próximo mês, que pode levar de cinco a seis meses e que terá que retirar os feirantes do local.  

Segundo Walter, a proposta não atende o anseio dos feirantes e, por isso, eles fizeram uma contraproposta à prefeitura. Segundo ele, os profissionais querem ficar na Av. 44 e imediações. “E a Feira Hippie precisa sair por blocos. Se tirar na totalidade vai ser um desastre para os quase 6 mil feirantes”, alertou.

Ele cita que os feirantes já não vão dormir por conta dessa urgência na obra. “Queremos acreditar no bom senso da prefeitura. Se a associação não for ouvida, não tem como revitalizar”.

Locais

Walter destaca que, nesta quinta-feira, 23, às 8h, junto do secretário Dolzanan e o secretário Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Henrique Alves, serão mostradas as áreas da contraproposta da associação. “Para ver se teremos entendimento”, procura ser otimista.

Para ele, é necessário que a prefeitura ouça mais a associação, que é a personagem principal nessa revitalização. “Não adianta um engenheiro falar de localização, se não conhece a pratica comercial. A obra duraria cinco a seis meses e ainda não foi definido o local que iremos”.

Da mesma forma, o presidente da AER44, Jairo Gomes, afirma que não há nada decidido. “Precisamos aguardar novas reuniões, o feirante precisa ser ouvido. O feirante não foi informado quantas bancas terão no [novo] local, por exemplo”, elucida.

Sem condições

Para ele, a situação está tranquila em relação aos empresários. “Entendemos que precisa requalificar, até mesmo porque pagamos aquele projeto. Precisa melhorar aqui, mas a região da 44 não é somente as lojas e as galerias. São também os  6 mil feirantes das Feiras Hippie e da Madrugada. Não podemos virar as costas”.

Para Jairo, não há condições de começar a obra no começo de junho. “Vamos continuar a nos reunir. Precisamos saber onde o feirante vai ficar. Estamos falando de seis mil famílias. Quem vai pagar a conta dessas pessoas?”

Já o secretário Dolzanan reiterou que a obra finaliza antes do Natal. “Para aproveitar o período de estiagem”. Em relação às acomodações dos profissionais, ele afirma que o estudo é feito pelos feirantes de a Seplanh.

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Bruno Andrade

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