Promotora ainda aguarda termos da nova licitação da prefeitura de Goiânia para o chequinho

Está prevista, para esta quinta-feira, 13, uma reunião com a secretária da Saúde para tratar sobre o tema

Secretária Fátima Mrué | Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

A promotora do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), Villis Marra, ainda aguarda para assinar o aditivo da prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria de Saúde (SMS), que vai tratar dos termos da nova licitação e os prazos, para que se escolha a empresa de software para realização de chequinho nas unidades municipais de Saúde.

Na tarde de quarta-feira, 12, Villis informou que aguardava os dados que serão enviados pelo procurador geral do município. Vale citar que, nesta quinta-feira, 13, será feita uma nova reunião para tratar do tema com a titular da SMS, Fátima Mrué.

O jornal Opção tentou contato com a pasta para saber sobre a entrega dos termos, uma vez que a reunião é iminente, mas não obteve resposta se estes teriam sido entregues ainda na quarta. O caso da empresa de software se desenrola desde que a prefeitura de Goiânia contratou a empresa Vivver Sistemas para fazer o serviço com dispensa de licitação.

Entenda

Em 2018, o Ministério Público recomendou que o contrato fosse rescindido e a gestão voltasse à empresa anterior, o que não foi seguido. A prefeitura alegava que o serviço melhoraria com a nova empresa.

Em maio do mesmo ano foi instaurado um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades no sistema e no contrato, que custou R$ 4,2 milhões aos cofres do Município.

“No presente caso não haveria emergência ou calamidade pública para justificar ou embasar a contratação da empresa Vivver Sistemas Ltda.”, disse a promotora. Marra também pontuou que o novo software da pasta não tem atendido a demanda de saúde municipal e nem funcionado.

Em abril deste ano, a justiça determinou a suspensão dos serviços prestados pela empresa. Entendeu-se que não havia necessidade de interromper a utilização do sistema anterior, conforme afirmou a secretaria na época, pedindo urgência.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.