Promotor diz que suspeitos de manter gráfica clandestina “tentam isentar Caiado”

Senador terá que ir à Justiça explicar sobre parque gráfico que imprimia material de campanha dele e de Guilherme Fayad

Pré-candidato ao governo de Goiás, o senador Ronaldo Caiado (DEM) terá que ir à Justiça explicar sobre a instalação de uma gráfica clandestina na cidade de Jesúpolis usada para imprimir material de campanha do próprio Caiado e do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad.

Em entrevista ao Jornal Opção, o promotor Everaldo Sebastião, responsável pelo caso, informou que irá expedir em breve carta precatória para que o senador seja ouvido em Goiânia.

O promotor informou que Fayad e o jornalista Semi Gidrão, apontados como responsáveis pelo parque gráfico clandestino, assumiram toda e qualquer responsabilidade e tentam isentar o pré-candidato a governador. “Estão assumindo toda culpa para excluí-lo”, afirma.

Algumas testemunhas já foram ouvidas pela polícia. Ao que tudo indica, o local sempre funcionou de fato na clandestinidade com objetivo de imprimir material de campanha extemporânea.

Representantes e aliados de Caiado alegam que o pré-candidato não tinha conhecimento da existência do parque gráfico instalado na cidade.

O caso

Arquivo

O Ministério Público de Goiás e a Polícia Militar chegaram no início deste mês a uma gráfica clandestina, na cidade de Jesúpolis, usada para imprimir material de campanha de Fayad e Caiado.

A área pública, onde há tempos funcionava uma indústria de calçados, havia sido cedida pela Prefeitura de Jesúpolis a uma suposta empresa calçadista com o intuito de reativar a fábrica.

Denúncia levada ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), no entanto, revelou que, no local da fábrica de calçados, havia sido instalado um parque gráfico para a impressão de material de campanha extemporânea.

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