Promotor diz que gestão Iris não tem feito repasses para UTIs de hospitais privados

De acordo com Érico de Pina, por isso, hospitais particulares credenciados ao SUS têm feito contenção de leitos

O promotor de Saúde e Cidadania de Aparecida, Érico de Pina, afirmou nesta quinta-feira (22/3) que a Prefeitura de Goiânia não tem feito repasses dos complementos e verbas destinadas ao pagamento de UTI dos prestadores privados.

Em entrevista ao Jornal Anhanguera, Érico afirmou que, por isso, os hospitais particulares que têm leito de UTI conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) estão fazendo contenção de leitos.

“Este ano, algumas unidade ainda não receberam nenhum repasse. Assim, há estrangulamento nas unidades públicas e aumenta a fila na UTI”, disse. Segundo ele, a contenção de gastos por parte da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) é criminosa.

O Jornal Opção tentou contato com o promotor, mas até o momento ele não atendeu às ligações. Procurada pela reportagem por diversas vezes, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não se pronunciou.

Reincidência

Em outubro do último ano, um relatório técnico realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), divulgado pela vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) já tinha mostrado que a gestão Iris atrasava, sem qualquer justificativa, os repasses destinados ao pagamento de UTIs a hospitais privados conveniados.

Ao todo, o Estado cofinancia 162 leitos de UTI na rede privada da capital ao teto máximo de R$ 1,1 mil por cada um deles. Assim, de janeiro a setembro de 2017, foram repassados R$ 1,9 milhão mensal para a Prefeitura de Goiânia.

No entanto, como denunciou a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade (Ahpaceg), apenas os valores carimbados do Ministério da Saúde (R$ 478 por leito) foram recebidos. Com o valor defasado, a associação decidiu, inevitavelmente, reduzir a oferta de leitos de UTI já nas próximas semanas.

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