Projeto prevê criação e distribuição de cartilha de combate ao bullying nas escolas estaduais

Iniciativa é da deputada Lêda Borges e visa promover convívio de paz e harmonia nas instituições de ensino

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um projeto de lei, de autoria da deputada Lêda Borges (PSDB), que institui a política de conscientização, prevenção e combate ao bullying nas escolas da rede pública estadual. A iniciativa pretende promover um convívio de paz e harmonia nas instituições escolares.

A proposta foi criada meio às diversas situações de agressão psicológica e física nas escolas goianas nos últimos meses. De acordo com a pesquisa “Professores e Líderes Escolares como Eternos Aprendizes”, divulgada recentemente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 28% dos diretores de escolas brasileiras relataram ter presenciado casos de bullying ou intimidação entre estudantes. Por semana, 10% das instituições registram algum tipo do caso.

Com o projeto, Lêda Borges propõe a confecção e disponibilização para os alunos, no início do ano letivo, da cartilha intitulada “Vamos falar sobre bullying?”. O material tem por objetivo disseminar conhecimento sobre essa prática nos meios de comunicação e nas instituições de ensino e capacitar professores e equipes pedagógicas para diagnosticar o problema. Em casos mais extremos, a proposta também determina a orientação dos pais das vítimas e dos agressores.

“O projeto é de suma importância para os estudantes e, também, para toda a sociedade que será beneficiada com os frutos desta ação. Ele nos dará condições de ensinar, aprender e transformar a sociedade em que vivemos”, justifica a autora da proposta.

De acordo com a tucana, as medidas de conscientização são fundamentais para reduzir agressões verbais e físicas, depressões, suicídios e possíveis ações judiciais. “Com a cartilha, combateremos este mal, que tanto prejudica suas vítimas e conscientizaremos os agressores para que possamos construir um futuro melhor sem rivalidades e com total prioridade na defesa dos direitos humanos”, argumentou.

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