Projeto de recuperação do Meia Ponte recebe R$ 2,7 mi da União

Fundo Estadual do Meio Ambiente terá recursos disponibilizados pela Caixa para aplicar no reflorestamento das nascentes e margens na Região Metropolitana

Foto: Divulgação/Secima

Repasse federal será usado na primeira etapa do projeto de recuperação da Bacia do Rio Meia Ponte | Foto: Divulgação/Secima

A Bacia do Rio Meia Ponte, que inclui 37 municípios, se tornou assunto de uma solenidade do governo de Goiás no Palácio Pedro Ludovico Teixeira nesta quarta-feira (29/6). Um projeto apresentado pela Saneamento de Goiás S/A (Saneago) foi aprovado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), a única proposta do Centro-Oeste selecionada entre 16 escolhidas em todo o País.

Por isso, o governador Marconi Perillo (PSDB) e Marise Fernandes, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, assinaram um contrato de repasse de recursos federais no valor de R$ 2,7 milhões.

O dinheiro, que vai para o Fundo Estadual do Meio Ambiente e será usado pela Saneago para recuperar a vegetação das margens e nascentes do Rio Meia Ponte na Região Metropolitana de Goiânia, é uma transferência voluntária feita pelo FNMA e a Agência Nacional de Águas (ANA).

Em entrevista ao Jornal Opção, o secretário estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) Vilmar Rocha disse que esse valor repassado ao Estado por meio da Saneago não se trata de um empréstimo.

“São os chamados comumente fundos perdidos, um recurso que é transferido voluntariamente e que não é devolvido mediante qualquer pagamento. É a União através de um fundo ou agência aplicando dinheiro em um projeto aprovado de outro ente da federação.”

Na solenidade, Marconi disse que é mais do que importante a chegada desse recurso para ser aplicado na Bacia do Rio Meia Ponte. “Agradeço à Caixa. Somos o maior cliente hoje no País e estamos sendo tratados preferencialmente. Será a oportunidade de começar um novo ciclo. Que este projeto se estenda a outros mananciais”, comentou o governador.

Também no evento, José Taveira, presidente da Saneago, afirmou que a prioridade é a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) para aumentar a oferta de água principalmente na Região Metropolitana de Goiânia. Taveira explicou que estão incluídas 202 nascentes, 120 trechos de mata ciliar para reflorestamento e cercamento de 254 propriedades de agricultura familiar no trecho do Meia Ponte.

Vilmar Rocha destacou que esses R$ 2,7 milhões serão usados na primeira etapa de um projeto muito mais amplo de recuperação da Bacia do Meia Ponte, elaborado e apresentado pela Saneago.

“Uma equipe do Fundo Nacional do Meio Ambiente, responsável pelo repasse de pouco mais de R$ 2,4 milhões desse total, me orientou a apresentar uma proposta no edital. Eu liguei para a Saneago e propus a elaboração de um projeto”, lembrou o titular da Secima.

Um dos principais afluentes do Rio Paranaíba, o Meia Ponte nasce em Itauçu e vai até Itumbiara, com 471,6 quilômetros de extensão e é responsável por praticamente metade da água tratada que é distribuída na Região Metropolitana. “Infelizmente é um rio bastante degradado, sujo e invadido. O projeto de recuperação é muito importante e emblemático em Goiânia”, destacou Vilmar Rocha.

O presidente da Saneago, no evento, destacou a importância da aplicação do recurso no reflorestamento das margens e nascentes na capital e cidades próximas. “A manutenção e recuperação das boas condições ambientais da bacia é essencial para que a população tenha água suficiente e de qualidade”, explicou Taveira.

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