Projeto da UFG recruta voluntários da saúde para estudo sobre Covid-19

Pesquisa objetiva verificar efetividade da vacina BCG no combate ao coronavírus

Diversos estudos realizados em todo o mundo levantam a hipótese de que a vacina BCG pode melhorar a resposta imune inata e evitar a infecção sintomática ou o agravamento da infecção por Covid-19.

Com base nisso, a Universidade Federal de Goiás (UFG) está coordenando um ensaio clínico para avaliar o papel da vacina BCG como estratégia preventiva da Covid-19.

O projeto ainda necessita de voluntários da área da saúde para participar da pesquisa. Até o momento foram triados 403 voluntários e recrutados 92 participantes. O projeto precisa ainda de 308 participantes que testem negativo para Covid-19.

Para participar, o profissional de saúde deve entrar em contato por meio do whatsapp (62-983264955), e-mail ([email protected]), instagram (@rgptb.ufg). A página do grupo com mais informações é https://rgptb.iptsp.ufg.br/.

Perfil do voluntário

Pode participar qualquer profissional da área da saúde que tenha contato (no mínimo 8h semanais) com pacientes suspeitos de Covid-19 — seja nos leitos hospitalares, CTI, ou no transporte e admissão destes pacientes, incluindo maqueiros, enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicologos, dentistas, técnicos de enfermagem, radiologia, de análises clínicas (coletadores) etc.

O interessado deve apontar negativo em teste sorológico Covid-19 realizado por equipe vinculada ao Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da UFG.

Objetivo

A vacina BCG é administrada em recém-nascidos de diversos países e induz a uma proteção adjuvante para diversas infecções virais comuns na infância.

O ensaio clínico “BCG-COVID19” propõe a revacinação com BCG dos profissionais da área de saúde, com o objetivo de estimar a incidência de Covid-19 neste grupo e verificar a efetividade da vacina BCG para evitar ou reduzir a infecção por coronavírus ou o agravamento da doença entre profissionais da área de saúde.

Financiamento

O projeto deve ter duração de dois anos e recebeu mais de R$ 1,2 milhão de financiamento da chamada de apoio a pesquisas em Covid-19, liderado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Saúde.

A pesquisa é conduzida pelos professores Ana Paula Junqueira-Kipnis (coordenadora), Marcelo Fouad Rabahi (vice-coordenador) e André Kipnis (professor associado), este projeto tem sido popularmente identificado como “Projeto BCG-COVID19”.

(Com informações de Kharen Stecca | Jornal UFG)

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