Professores vão à Câmara de Goiânia pedir data-base, mas sessão é encerrada cedo

De acordo com os educadores que se encontram do lado de fora da Casa Legislativa, a paralisação é indicativo de greve

Gabriela Macêdo
Ysabella Portela

Servidores da educação de Goiânia paralisaram seus trabalhos, na manhã desta terça-feira, 8, para irem manifestar na porta da Câmara Municipal de Goiânia. De acordo com os educadores, a paralisação de hoje é um indicativo de greve, em prol da reivindicação pelo pagamento da data-base e do reajuste do piso salarial que, nacionalmente, aumentou 33,24%. Apesar da presença dos parlamentares do lado de fora do prédio, não houve tantas discussões sobre o assunto em plenário, já que a sessão foi encerrada logo após às dez da manhã, por falta de quórum.

“Essa paralisação é um indicativo de greve, em que nós vamos conversar e debater com a categoria para saber se é o momento mais apropriado ou não de realização dessa greve”, ressaltou Antônio Gonçalves, coordenador-geral do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (SIMSED), ao Jornal Opção. De modo geral, os servidores pedem o pagamento da data-base referente a 2020, 2021 e 2022, além do reajuste do piso salarial dos professores.

É preciso lembrar que, na última quinta-feira, 3, a Prefeitura de Goiânia decidiu pagar a data-base dos anos de 2020 e 2021 em uma única parcela, de forma integral, em 9,32%. Já a data-base referente a 2022 será negociada em maio. A Lei Orçamentária Anual (LOA) do município de Goiânia, no entanto, prevê a aplicação de 3,8% neste ano. Já o reajuste salarial do piso dos professores ficou definido em 7,5%. Antônio justifica a reclamação dos servidores ao pontuar que, “segundo a lei do piso do magistério, se o prefeito não conseguir pagar, ele pode pedir complementação do governo federal” para a realização do reajuste.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) foi procurada pelo Jornal Opção e a pasta afirmou que negociações ainda vêm sendo realizadas com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia).

Além disso, pontuou que a secretaria está, no momento, em avaliação da legalidade da “reposição da paralisação desta terça, uma vez que o Simsed não é um sindicato legalmente constituído como representante da categoria e, portanto, não tem legitimidade para convocar paralisações”. A pasta ainda reforçou que estudantes da rede municipal não foram “prejudicados” pela paralisação.

Quanto ao reajuste, a secretaria ainda garantiu que nenhum servidor recebe ou irá receber menos que o piso salarial. Isso, porque de acordo com a SME, a Prefeitura, antes do reajuste, já pagava os servidores acima do piso, de modo que o novo reajuste seria suficiente para atingir o aumento autorizado pelo governo federal, de 33,32%.

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