Professores protestam na Câmara e reivindicam negociação com gestão Iris

Vereadores acertaram que um documento será enviado para a Prefeitura com pleito dos professores

Após iniciativa do vereador Jorge Kajuru (PRP), foi realizada nesta quinta-feira (4/5) na sessão da Câmara Municipal de Goiânia uma audiência pública com professores da rede municipal de ensino, que estão em greve. Dezenas de professores ocuparam as galerias da Casa, protestando contra a atual política da Prefeitura para o segmento, bem como condenaram a ação da Guarda Civil Metropolitana na desocupação da Secretaria da Educação.

Para falar sobre os últimos acontecimentos envolvendo a categoria, as professoras Dalva Fátima Ferreira e Samira relataram o que, segundo elas, “foi um horror”. “Há vários dias que não consigo dormir. Da minha cabeça ainda está viva aquela barbaridade, aquela violência sem sentido. O direito de greve está garantido na Constituição. Não é um ato ilegal. As ordens para aquela repressão partiu do senhor Prefeito e do secretário Marcelo Costa. Isso precisa ser dito”, disse Samira.

Ao final da fala, a professora falou ainda que “até hoje nenhuma das 32 promessas de campanha do candidato Iris foi cumprida”. “Nada investido em infraestrutura, merenda escolar é um escândalo, insegurança nas escolas e ainda nada sobre nossa reposição salarial. Ele concedeu apenas R$ 7,00 como reajuste. Isso é uma imoralidade”, frisou.

A maioria dos vereadores apoia a principal reivindicação da categoria, ou seja, que o prefeito Iris Rezende e o secretário de Educação, Marcelo Costa, abram negociação com os professores. Ficou acertado que um documento assinado pelos vereadores será enviado à Prefeitura com as reivindicações dos professores.

Apoio

Vários vereadores, como Elias Vaz, Tatiana Lemos, Jorge Kajuru e Cristina Lopes condenaram a repressão aos professores, bem como exigiram abertura de negociação entre o Paço e a categoria. Zander Fábio (PEN) disse que o Prefeito tem que enviar à Câmara o projeto sobre a data-base dos professores, por se tratar “de um direito inalienável da categoria”.

Anderson Salles (PSDC), Sabrina Garcês (PMB), Paulo Magalhães (PSD), Priscilla Tejota (PSD), entre outros, também manifestaram apoio aos professores.

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