Professores discutem impacto do ajuste fiscal em universidades federais

Corte mensal de R$ 1,9 bilhão nos gastos executivos atinge mais a pasta da educação e preocupa docentes do ensino superior

34º Congresso do Andes-SN reúne professores do ensino superior de todo o país | Foto: Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

34º Congresso do Andes-SN reúne professores do ensino superior de todo o país | Foto: Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Professores de instituições de ensino superior discutem políticas prioritárias para 2015 no 34º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que começou nesta segunda-feira (23/2) e será encerrado no próximo sábado (28).

No encontro, aproximadamente 500 professores tratarão de temas como financiamento e qualidade da educação pública superior.

Eles vão analisar a conjuntura econômica e avaliar o impacto do ajuste fiscal do governo no financiamento da educação. O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, disse que os cortes orçamentários feitos pelo governo, que também atingiram o Ministério da Educação, afetarão as universidades federais.

“Reduziram o orçamento da educação num momento em que as universidades terminaram o ano já com problemas e iniciam 2015 não dando conta de pagar empresas terceirizadas, inclusive atrasando bolsas estudantis”, destacou Rizzo. “Os cortes afetam de diversas maneiras, mas começam a prejudicar academicamente as universidades”, completou.

No início deste ano, a presidente Dilma Rousseff (PT) bloqueou mensalmente R$ 1,9 bilhão nos gastos do Executivo até aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Orçamentária de 2015. Trata-se do bloqueio provisório de um terço dos gastos administrativos, que se estenderá a todos os ministérios. A educação foi a pasta mais atingida com a contenção de gastos.

No congresso da Andes-SN também serão tratados temas da carreira e questões salariais dos docentes. “Faremos uma análise da conjuntura política e dos desafios para este ano e, a partir da avaliação política, traçaremos o plano de lutas para 2015.

As principais questões são os cortes orçamentários, medidas provisórias retirando direitos previdenciários dos trabalhadores e a busca por um plano que mobilize professores na campanha salarial”, acrescentou Paulo Rizzo.

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