Professores de Aparecida discutem terça-feira indicativo de greve

Categoria diz que Gustavo Mendanha recusa cumprir com o plano de carreira e outras reivindicações  

Greve na rede municipal de educação de Aparecida de Goiânia é considerada por professores a partir da próxima semana. A categoria vem demonstrando insatisfação com o tratamento dado pelo prefeito Gustavo Mendanha (sem partido) à pauta de reivindicações que, entre outras, inclui o pagamento do piso dos professores 2022, cujo aumento foi estabelecido pelo Governo Federal em 33,24%. Os professores também alegam que Mendanha se recusa cumprir com o plano de carreira.

Uma das coordenadoras da associação Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, a professora Solange Amorim afirma ao Jornal Opção que situações de descaso com os professores e funcionários administrativos já ocorrem há mais de oito anos. “Estamos sendo enrolados”, diz. Segundo ela, há “cortes e negação dos direitos”. A viabilidade da greve, ainda de acordo com a coordenadora, será deliberada com a categoria em reunião marcada para a próxima terça-feira, 15. Uma assembleia geral deve ser convocada, indicando que existe clima para a paralisação. “O ato de ontem contou com 300 pessoas e quase metade das instituições paralisadas de forma total ou parcial”, avalia.

Durante uma live no perfil pessoal nessa quinta-feira, 10, Gustavo Mendanha prometeu que irá reajustar em 33% o salário dos professores. Mas os servidores cobram mais. Querem a data-base para professores e administrativos, reformas de escolas, materiais de trabalho, alimentação de qualidade para os alunos e a aceitação de atestados médicos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que segundo Amorim, tem cortado o ponto até daqueles que estão com Covid-19.

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