Weslei, que já disputou o governo do Estado em 2014 e 2018, defende candidatura própria em Goiás. Direção do partido, no entanto, ainda cogita federar com siglas de esquerda

O professor Weslei Garcia, morador de Valparaíso, pode ser o nome do Psol na disputa pelo Palácio das Esmeraldas em outubro. Ele, que já disputou o Governo de Goiás nas eleições de 2014 e 2018, voltou a apresentar o nome à direção do partido. Apesar de cogitar ter nome próprio na chapa majoritária e de Weslei ser cotado como pré-candidato à gestão estadual, a sigla não descarta federar com outros partidos de esquerda, tal qual acontece em âmbito nacional. Neste momento, o Psol goiano segue chamando para o diálogo siglas como o PCB, UP e o PT, que já tem como pré-candidato ao governo o ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGO), Wolmir Almado.

“A gente segue nessa perspectiva de não fechar,  porque se a gente conseguir fazer uma aliança, temos condições de recuar”, diz Cíntia Dias, presidenta da sigla. Já Weslei defende candidatura própria. Ele teve 26.020, ou 0,88% dos válidos, nas eleições de 2018. “Acredito que o PSOL precisa apresentar candidatura própria primeiro porque tem o papel essencial de defender o programa do partido e mostrar a população de Goiás uma verdadeira alternativa àqueles que sempre representaram os mesmos interesses. Quero poder ser o nome possível que represente a unidade da classe trabalhadora e setores progressistas do estado de Goiás”, afirma.

Na candidatura de 2018, o professor havia apresentado uma candidatura combativa com programas contrários às Organizações Sociais (OSs) na saúde, o fim da militarização do ensino, defesa da reestatização da CELG, que foi privatizada e passou a se chamar Enel.