Produtora do Festival Bananada propõe mudança de critérios ao Conselho de Cultura

Em resposta ao Conselho Estadual de Cultura, A Construtora Música e Cultura diz que item considerado para excluir proposta “não desclassifica” pedido

Produtora responsável pelo Bananada propõe ao Conselho Estadual de Cultura uma discussão ampla para aprimorar os critérios de avaliação da Lei Goyazes e do Fundo de Arte e Cultura | Imagem: Reprodução

Produtora responsável pelo Bananada propõe ao Conselho Estadual de Cultura uma discussão ampla para aprimorar os critérios de avaliação da Lei Goyazes e do Fundo de Arte e Cultura | Imagem: Reprodução

A empresa A Construtora Música e Cultura, que produz o Festival Bananada, respondeu por meio de nota nesta quarta-feira (6/4) as explicações dadas pelo Conselho Estadual de Cultura de Goiás em 1º de abril para ter desconsiderado a proposta apresentada pelo evento para captação de incentivo do Estado por meio da Lei Goyazes, que verificou erros no preenchimento do formulário de inscrição da proposta.

As explicações do Conselho de Cultura já eram uma resposta às declarações da secretária estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), Raquel Teixeira, que, no lançamento do Bananada, em 29 de março, criticou os critérios pelos quais o festival, que chega a sua 18ª edição entre os dias 9 e 15 de maio deste ano, foi considerado “irrelevante” para a cultura goiana.

Na nota da A Construtora Música e Cultura, a produtora disse entender que a “falta formal” de não enumerar as páginas do projeto não desclassificariam a proposta do Bananada de acordo com o edital da Lei Goyazes. “O que está sendo pedido neste momento, portanto, é uma avaliação do recurso dentro do prazo estipulado quando lançamento do edital da lei.”

A produtora propõe, assim como disse a secretária Raquel Teixeira no lançamento do evento, “um debate sobre aprimoramento dos critérios e modos de avaliação da Lei Goyazes e do Fundo de Arte e Cultura” para que se considere a “relevância artística” das propostas apresentadas ao Conselho de Cultura.

“Esta não é uma bandeira apenas d’A Construtora Música e Cultura, mas de outras produtoras, como a Quasar, o Icumam, a Fósforo Cultural e diversos outros profissionais do setor cultural e de membros próprio Conselho de Cultura”, afirmou a produtora na nota.

Leia a nota completa:

Em atenção à matéria publicada pelo Jornal Opção, repercutindo falas da Secretária Raquel Teixeira (no evento de lançamento do festival Bananada 2016), e ainda após depoimento de membros do Conselho Estadual de Cultura ao jornal, A Construtora Música e Cultura esclarece que a edição 2016 do Festival Bananada – que acontece há 18 anos em Goiânia no mês de Maio – deixou de ser avaliada na Lei Goyazes, por uma falta formal, porque o projeto não estava com as páginas enumeradas. Este item, na nossa avaliação, não desclassifica nossa proposta de acordo com o edital vigente. O que está sendo pedido neste momento, portanto, é uma avaliação do recurso dentro do prazo estipulado quando lançamento do edital da lei.

Propomos com isso um debate sobre aprimoramento dos critérios e modos de avaliação da Lei Goyazes e do Fundo de Arte e Cultura para que a relevância artística do que é proposto tenha peso fundamental na avaliação, que os projetos não sejam penalizados com a não avaliação por faltas formais. Acreditamos que erros no formato do projeto podem ser fácil e rapidamente resolvidos através das diligências. Em nenhum momento nos propusemos a atropelar o edital, as normas técnicas ou a decisão próprio Conselho Estadual de Cultura.

Acreditamos que, se os aspectos técnicos fossem a prioridade, principalmente no caso da Lei Goyazes (que pressupõe trabalho posterior de captação após o resultado), não faria sentido haver avaliação do mérito. Não estamos pedindo uma intervenção ou uma mudança, mas que isso seja debatido ao longo dos anos para que possamos ter uma política de incentivo cada vez mais aprimorada em Goiás. Esta não é uma bandeira apenas d’A Construtora Música e Cultura, mas de outras produtoras, como a Quasar, o Icumam, a Fósforo Cultural e diversos outros profissionais do setor cultural e de membros próprio Conselho de Cultura.

Vale ressaltar que o Bananada 2016 não foi inscrito no Fundo Estadual de Cultura pois acreditamos que os dois fomentos estaduais – Goyazes e Fundo – não devem ser somados. Por já termos capacidade consolidada de captar a Goyazes, uma vez que empresas têm interesse na ação com aplicação via Goyazes, fizemos essa escolha. Por termos tomado essa decisão e por realizarmos o evento, já tradicionalmente no próximo mês é que estamos recursando em caráter de urgência, o que deve ter despertado o debate.

A Construtora Música e Cultura

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