Produção industrial goiana registra queda de 0,9%

Já a produção industrial nacional cresceu 1,2% em novembro de 2020 frente a outubro de 2020 (mesma base de comparação)

Foto: Reprodução | Gilson Abreu/AEN-PR

A produção da indústria goiana diminuiu 0,9% em novembro de 2020, na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a terceira queda consecutiva para esta base de comparação, empatando com Espírito Santo (0,9%) e ficando atrás apenas de Pará (-5,3%), Mato Grosso (-4,3%) e Pernambuco (-1,0%). Já a produção industrial nacional cresceu 1,2% na mesma base de comparação, sendo o sétimo mês seguido de crescimento.

Na comparação com novembro de 2019, Goiás recuou 4,2%, sendo a segunda queda após cinco meses consecutivos de crescimento. Contudo, mesmo com a queda no mês de novembro, os acumulados no ano e nos últimos 12 meses continuam positivos, sendo 0,4% e 0,1% respectivamente. Já a indústria nacional ainda está se recuperando, com uma variação de produção de 2,8%, sendo o terceiro resultado positivo após o início da pandemia nessa base de comparação.

Fonte: IBGE

Queda na produção de medicamentos influenciou negativamente a indústria goiana

Para explicar a diminuição de 4,2% da produção industrial goiana em novembro de 2020 em comparação com mesmo mês de 2019, investiga-se as atividades que compõem a indústria goiana. As atividades que tiveram maior recuo foram a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (- 30,6%), acumulando primeiro resultado negativo no ano (-1,8%) devido aos grandes recuos em outubro (-44,5%) e novembro (-30,6%).

A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias teve recuo de 15,6%, sendo o nono recuo consecutivo e acumulando nos últimos 12 meses uma queda de 28,0%, a menor desde julho de 2019 para esta base de comparação; as indústrias extrativas (-9,8%), sendo o sexto recuo consecutivo na base de comparação e acumulando no ano uma queda de 4,5%; por fim a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-7,1%), mas o setor permanece estável, com acumulado no ano de – 0,8%.

Os produtos que tiveram mais influência para o encolhimento dessas atividades foram medicamentos; veículos para o transporte de mercadorias com motor diesel e automóveis com motor diesel; minérios de cobre em bruto ou beneficiados e fosfatos de cálcio naturais, fosfatos aluminocálcicos e cré fosfatado; e álcool etílico e biodiesel respectivamente.

Atividades com crescimento

Por outro lado, as atividades que apresentaram crescimento de produção foram a metalurgia (22,0%), cuja variação é a segunda maior do ano 2020, ficando atrás apenas de janeiro (32,4%); a fabricação de outros produtos químicos (12,2%), quarta maior alta do ano; e a fabricação de produtos de minerais não-metálicos (8,6%), registrando o quarto crescimento consecutivo, depois de agosto (9,0%), setembro (11,7%) e outubro (9,1%).

10 dos 15 locais pesquisados apresentam alta em novembro de 2020

Dez dos 15 locais pesquisados tiveram aumento na produção industrial de outubro para novembro, na série com ajuste sazonal. Oito dessas altas foram acima da média nacional (1,2%): Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%) Amazonas (3,4%), Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,5%). O Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%) completam a lista de locais com índices positivos no mês.

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