Documento deduz que ex-assessora parlamentar atuava como funcionária fantasma no gabinete do agora presidente e, à época, deputado

Foto: Marcos Corrêa/PR

Foi enviada à Procuradoria-Geral da República uma representação, de autoria do procurador Carlos Henrique Martins de Lima, contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O documento despachado pelo procurador aponta suspeitas de improbidade administrativa e peculato.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a representação deduz que Nathália Melo de Queiroz, lotada no gabinete de Jair Bolsonaro à época em que era deputado federal, pode ter sido contratada como funcionária fantasma.

Há indícios de que, mesmo lotada como assessora parlamentar de Bolsonaro, Nathália dava aulas de personal trainer em horário comercial no Rio de Janeiro. A personal é filha de Fabrício Queiroz — ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro. Ele está sendo investigado pelo Ministério Público (MP-RJ) por realizar movimentações financeiras atípicas à época em que Flávio era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Assim que avaliar a representação protocolada pelo procurador, caberá à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, dizer como proceder. Martins argumenta, por meio do documento, que nada impede que o Presidente da República seja investigado e responsabilizado por seus atos.