Processo de transferência da Metrobus para a CMTC deve ocorrer nos próximos seis meses

Reordenamento está previso no projeto aprovado pela Alego que prevê a reestruturação do transporte público na região metropolitana

Está em fase adiantada o processo de transferência da Metrobus para a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). A movimentação está prevista no projeto de reestruturação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) da região Metropolitana de Goiânia, aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

O processo burocrático que permite que a Metrobus tenha transferência do capital societário transferido para a CMTC tem caminhado, segundo fontes ligadas ao setor de transportes da capital. Tudo indica que nos próximos 120 dias os trâmites tenham se finalizado e possa ser executado.

Atualmente o comando da empresa responsável pelo transporte do Eixo Anhanguera é do Governo do Estado, mas deverá passar por uma reestruturação. Assim, a Metrobus, que é uma empresa de capital misto, terá a mesma divisão da formação da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC): 41,2% do Estado de Goiás; 41,2% da Prefeitura de Goiânia; 9,4% da Prefeitura de Aparecida de Goiânia e 8,2% da Prefeitura de Senador Canedo.

A transferência já era prevista na Lei Complementar nº 169, de 2021 que reformula e disciplina a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo da Grande Goiânia, também reestrutura a Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos e a
Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos.

Estrutura que passará a ser gerida pela CMTC

A frota de ônibus da Metrobus é composta por 59 carros articulados e 29 biarticulados ano/modelo 2011.  Já a frota ano/modelo 2014 é composta por 46 ônibus articulados adquiridos para atender à extensão do eixo para Trindade, Goianira e Senador Canedo. Estes veículos possuem elevadores acessíveis e computadores de bordo.

O sistema que compõe o Eixo Anhanguera é composto por nove terminais :

  • Terminal Padre Pelágio: Bairro Ipiranga
  • Terminal Dergo: Setor Rodoviário
  • Terminal Praça A: Setor Campinas
  • Terminal Praça da Bíblia: Setor Leste Universitário
  • Terminal Novo Mundo: Jardim Novo Mundo
  • Terminal Goianira: Goianira
  • Terminal Senador Canedo: Senador Canedo
  • Terminal Trindade: Trindade
  • Terminal Vera Cruz: Goiânia

Há ainda 21 estações pelas quais os passageiros do Eixo Anhanguera podem embarcar e desembarcar.

  • Estação Iquego: Bairro Ipiranga
  • Estação Capuava: Bairro Ipiranga
  • Estação Anicuns: Setor Esplanada do Anicuns
  • Estação Cascavel: Setor Rodoviário
  • Estação José Hermano: Setor Campinas
  • Estação Campinas: Setor Campinas
  • Estação 24 de Outubro ou Hemocentro: Setor Campinas
  • Estação Lago das Rosas: Setor Aeroporto
  • Estação HGG: Setor Aeroporto
  • Estação Jóquei Clube: Setor Central
  • Estação Rua 8: Setor Central
  • Estação Rua 7: Setor Central
  • Estação Rua 20: Setor Central
  • Estação Botafogo: Setor Universitário
  • Estação Universitária: Setor Vila Nova
  • Estação Vila Bandeirantes: Vila Bandeirante
  • Estação Vila Morais: Vila Morais
  • Estação Palmito: Jardim Novo Mundo
  • Estação Anhanguera: Jardim Novo Mundo

História

O Eixo Anhanguera foi implantado na Avenida com o mesmo nome em 1976 como parte de um conjunto de medidas voltadas para a melhoria do transporte coletivo no Aglomerado Urbano de Goiânia. O projeto original foi concebido pelo arquiteto Jaime Lerner.

A mais importante reforma ocorreu em 1998, quando foram construídas as 19 estações com plataformas de embarque / desembarque elevadas a 93 cm do solo.

No cenário atual do sistema de transporte da Região Metropolitana de Goiânia, o Eixo Anhanguera, com extensão de 13,5 Km, ostenta papel de distinção como principal eixo de estruturação da rede, de interconexão de linhas e distribuição de demanda da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo  – RMTC, por várias razões, dentre as quais se destacam:

  • É a linha de maior carregamento do sistema: transporta cerca de 200.000 passageiros em dias úteis, somando os passageiros lindeiros e integrados;
  • Estão instaladas 19 estações elevadas de embarque e desembarque de passageiros, localizadas na parte central da via,  atribuindo ao Eixo Anhanguera um modelo de operação próprio e distinto de todas as demais linhas do sistema;
  • No Eixo Anhanguera estão implantados 05 terminais de integração de passageiros, onde fazem integração de aproximadamente 80 linhas (35% do total da rede), originadas nas regiões sul, norte, sudoeste, noroeste e oeste da Região Metropolitana de Goiânia;
  • Serve a regiões de elevada contração populacional, com destaque para a região central de Goiânia e a municípios vizinhos como Aparecida de Goiânia, Goianira, Trindade e Senador Canedo;
  • A linha trafega, dentre outros, pelo centro da capital, bairro de Campinas e setor Universitário, que são três dos maiores polos de atração de viagem de todo o sistema;
  • Única linha que dispõe de pista dupla exclusiva, completamente segregada em toda sua extensão, por onde trafegam apenas veículos  articulados e biarticulados – propiciando uma operação expressa de ciclo rápido.
  • É a linha com a maior frota operacional do sistema – 90 ônibus – e com maior produtividade, medida pelo IPK: acima de 8 passageiro/km.
  • Ocupa o 1.º lugar no número de viagens oferecidas: nos dias úteis,  na hora pico são oferecidas mais de 100 viagens em ciclo aberto.

Dos 18 municípios que compõe Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, 15 deles possuem linhas que integram diretamente nos terminais do Eixo Anhanguera, cujos moradores realizam em média 300.000 viagens/mês, subsidiada pela METROBUS:

  • Aparecida de Goiânia
  • Bela Vista de Goiás
  • Bonfinópolis
  • Brazabrantes
  • Goianápolis
  • Goianira
  • Guapó
  • Hidrolândia
  • Nerópolis
  • Nova Fátima
  • Nova Veneza
  • Santo Antônio de Goiás
  • Senador Canedo
  • Teresópolis
  • Trindade   

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