Príncipe saudita morreu por parada cardíaca causada por álcool e drogas, conclui inquérito
24 julho 2026 às 09h52

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Um inquérito realizado no Reino Unido concluiu que o príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdulaziz bin Jalawi al Saud, de 29 anos, morreu em decorrência de uma parada cardíaca provocada pela combinação de álcool e drogas. A investigação descartou a hipótese de suicídio e classificou a morte como acidental.
Segundo os documentos apresentados durante a investigação, o integrante da família real da Arábia Saudita foi encontrado morto em um hotel de luxo em Londres após consumir múltiplas substâncias.
Exames toxicológicos apontaram que Abdullah apresentava 222 miligramas de álcool por 100 mililitros de sangue, concentração quase três vezes superior ao limite permitido para dirigir na Inglaterra. Também foram identificados níveis potencialmente fatais de GHB, substância conhecida como “droga da festa”.
Além disso, os peritos encontraram vestígios de cannabis, alprazolam (Xanax) e outros medicamentos ansiolíticos em doses terapêuticas.
Tratamento contra dependência
Durante a audiência, foi informado que o príncipe enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool e medicamentos controlados.
Em agosto do ano passado, ele foi internado na clínica Priory, em Roehampton, referência no tratamento de dependência química e saúde mental no Reino Unido. Posteriormente, deu continuidade ao tratamento em outra unidade de reabilitação, a Rainford Hall, em Merseyside, recebendo alta em 14 de outubro.
A psiquiatra Victoria Chamorro, que acompanhou Abdullah, afirmou que ele respondeu bem ao tratamento e, no momento da alta, não apresentava risco de suicídio.
Segundo a médica, o príncipe era sociável, mantinha contato com amigos, fazia planos para o futuro e tinha consultas de acompanhamento agendadas por videoconferência.
“Ele era solidário e gentil com seus colegas, fazia amigos. Quando recebeu alta, foi considerado que não apresentava risco de suicídio. Ele deixou a clínica acompanhado de um amigo, fez planos para consultas futuras e concluiu o tratamento”, afirmou.
Sem indícios de crime
A assistente do legista, Jean Harkin, também descartou a participação de terceiros na morte.
Segundo ela, imagens das câmeras de segurança mostraram que Abdullah retornou sozinho ao hotel na noite anterior ao óbito. Posteriormente, ele voltou a sair desacompanhado apenas para fumar um cigarro.
Os investigadores afirmaram ainda que não foram encontrados indícios de violência ou qualquer evidência que apontasse para a atuação de outras pessoas.
Com base nas provas reunidas, o inquérito concluiu que a morte foi consequência do consumo simultâneo de álcool e drogas, sem elementos que indiquem suicídio ou ação criminosa.
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