Principal vírus causador da bronquiolite tende a aumentar nesta época do ano

Doença comum entre bebê requer cuidados. Apesar de não existir uma vacina, SUS oferece imunização de 30 dias a grupos de riscos

Foto: reprodução

Um vírus comum em todo o Brasil ainda é desconhecido por parte da população. Facilmente confundido com uma gripe, o Vírus Sincial Respiratório (VSR) está presente durante toda a vida de homens e mulheres, entretanto requer cuidados intensos quando acomete crianças nos primeiros anos de vida. O Jornal Opção entrevistou uma especialista na temática que explicou quais medidas devem ser tomadas quanto à doença viral.

Nesta época do ano, mais chuvosa em grande parte do país é comum o aumento de doenças no sistema respiratório, doenças nasais, bronquite e asma estão entre as mais conhecidas, entretanto o VSR é o principal causador da bronquiolite. Dados do Ministério da Saúde apontam que são cerca de 150 mil casos por ano.

No geral os sintomas podem apresentar com a falta de ar, cansaço, dificuldade respiratória. Em crianças saudáveis, o vírus leva a quadros graves da doença e à internação, em cerca de 1% a 4% dos casos. Agora, em bebês prematuros, cardiopatas ou com problemas pulmonares o risco de hospitalização pode chegar a 25%.

E são os bebês cardiopatas ou com problemas pulmonares o grupo de risco destacado pela Médica Neonatologista Fernanda Oliveira Peixoto, a especialista diz que é preciso ter atenção para se reconhecer esse grupo, em casos mais severos a bronquiolite pode atacar os tecidos pulmonares podendo ser fatal.

Prevenção e cuidados com a doença

Entre os cuidados para evitar a doença a Dr. Fernanda destaca que a higiene com as mãos dos pais e do ambiente em que a criança reside é fundamental. Segundo a especialista é recomendado também que se evite o contato de crianças recém-nascidas com outras já infectadas.

Não existe vacina contra o VSR, mas existe uma imunização voltada para crianças de risco. Essa imunização é feita até os dois anos de idade para evitar infecções. Ela é oferecida pelo SUS apenas para bebês do grupo de risco. A Médica Neonatologista destaca que essa imunização é composta de anticorpos prontos, diferente das vacinas convencionais, que estimulam a produção. Entretanto essa imunização só fica no corpo da criança por 30 dias. 

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